Mais razões para preservarmos o Ambiente da Serra:
Mudança climática pode abalar paz mundial, diz documento
da Efe, em Washington
A mudança climática não supõe apenas um risco para o meio ambiente, mas também pode representar "profundas ameaças" para "a paz e a estabilidade no planeta". As informações estão em relatório conjunto do Centro para Estudos Estratégicos e Internacionais (CSIS, na sigla em inglês) e do Centro para uma Nova Segurança nos Estados Unidos (CNAS, em inglês).
Os dois centros de estudos publicaram na terça-feira (6) em suas páginas de internet o relatório intitulado "A Era das Conseqüências: a Política Externa e as Implicações na Segurança Nacional da Mudança Climática Global".
No estudo, o CSIS e o CNAS apontam as conseqüências da mudança climática sobre as relações exteriores e a segurança no mundo. Os órgãos afirmam ainda que o problema será um dos maiores desafios na área da segurança interna nos EUA.
Crise
O estudo lembra que as primeiras conseqüências da mudança climática nas relações internacionais já foram sentidas, como, por exemplo, no último dia 2 de agosto, quando dois batiscafos (pequenos submarinos) fincaram a bandeira da Rússia a mais de quatro mil metros de profundidade no Pólo Norte.
Os russos queriam demonstrar com isso que a cordilheira submarina Lomonossov faz parte da plataforma continental da Sibéria.
A área sobre a qual Moscou reivindica direitos tem uma vasta superfície e acredita-se que possua um quarto das reservas mundiais de hidrocarbonetos.
No entanto, a colocação da bandeira russa fez com que o primeiro-ministro canadense, Stephen Harper, fosse aos territórios de Nunavut e do Nordeste, no extremo norte do país, para reforçar a soberania do Canadá sobre as regiões do Ártico.
Tensão
A desertificação na região sudanesa de Darfur também é mencionada no estudo como responsável por um "suposto aumento das tensões".
O risco de inundações no litoral de Bangladesh representaria outro caso, pois poderia provocar o deslocamento de 30 milhões de pessoas em um país que já vive sob constantes turbulências políticas e sob ameaça do extremismo islamita.
O estudo afirma que a Índia já está construindo um muro em sua fronteira com Bangladesh.
Por último, o relatório afirma que a concessão do Prêmio Nobel da Paz deste ano ao ex-vice-presidente americano Al Gore é um "reconhecimento claro de que a mudança climática representa um risco para a paz no planeta".
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(de http://www1.folha.uol.com.br/folha/ambiente/ult10007u343375.shtml)
quarta-feira, 7 de novembro de 2007
quinta-feira, 1 de novembro de 2007
EPAGRI PROPÕE A CRIAÇÃO DE OVELHAS LEITEIRAS COMO ALTERNATIVA DE RENDA A FAMÍLIAS RURAIS
Boa alternativa para os a região rural das cidades da serra próximas a Florianópolis...
EPAGRI PROPÕE A CRIAÇÃO DE OVELHAS LEITEIRAS COMO ALTERNATIVA DE RENDA A FAMÍLIAS RURAIS
Um projeto entre Governo do Estado de SC, por intermédio da Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de SC (Epagri), produtores rurais, uma empresa de laticínios e prefeituras da região da Secretaria Regional de São Miguel do Oeste dará início a uma nova alternativa de renda às famílias rurais: produção de ovelhas leiteiras. O objetivo é de tornar a região em um pólo do ramo. O modelo foi baseado em criações européias e apresentado nesta terça-feira (30) pelo diretor-geral da Secretaria de Estado da Agricultura e Desenvolvimento Rural, Gerson Sorgato, ao secretário regional de São Miguel do Oeste, João Carlos Grando, e conselheiros, durante reunião do Conselho do Desenvolvimento Regional de São Miguel do Oeste, no Cedup Getúlio Vargas, em São Miguel do Oeste. A criação de ovelhas leiteiras representa uma nova oportunidade aos agricultores familiares, pois é uma atividade que não requer investimentos de grande vulto e pode ser associada às atividades já existentes na propriedade, como criação de vacas leiteiras, devido à forma de pastoreio de cada um dos animais, citricultura, dentre outras. Além do leite, os animais têm potencial para produção de carne. “As ovelhas descartadas do plantel leiteiro poderão servir para produção de carne”, colocou Sorgato. As informações de Sorgato foram complementadas pelo engenheiro agrônomo da Epagri, José Milani Filho. “É uma atividade de baixo custo e que se adapta perfeitamente às condições de nossos agricultores, além do clima, solo e qualidade das pastagens”, complementou. Uma indústria de laticínios da região já se interessou pelo projeto que lhe permitirá produzir um queijo diferenciado, com maior rendimento: para fazer um quilo de queijo com leite de vaca, são gastos de nove a dez litros de leite, contra cinco a seis litros para o queijo de leite de ovelha.
de http://jornalabsoluto.com.br/ de 31/10/2007
EPAGRI PROPÕE A CRIAÇÃO DE OVELHAS LEITEIRAS COMO ALTERNATIVA DE RENDA A FAMÍLIAS RURAIS
Um projeto entre Governo do Estado de SC, por intermédio da Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de SC (Epagri), produtores rurais, uma empresa de laticínios e prefeituras da região da Secretaria Regional de São Miguel do Oeste dará início a uma nova alternativa de renda às famílias rurais: produção de ovelhas leiteiras. O objetivo é de tornar a região em um pólo do ramo. O modelo foi baseado em criações européias e apresentado nesta terça-feira (30) pelo diretor-geral da Secretaria de Estado da Agricultura e Desenvolvimento Rural, Gerson Sorgato, ao secretário regional de São Miguel do Oeste, João Carlos Grando, e conselheiros, durante reunião do Conselho do Desenvolvimento Regional de São Miguel do Oeste, no Cedup Getúlio Vargas, em São Miguel do Oeste. A criação de ovelhas leiteiras representa uma nova oportunidade aos agricultores familiares, pois é uma atividade que não requer investimentos de grande vulto e pode ser associada às atividades já existentes na propriedade, como criação de vacas leiteiras, devido à forma de pastoreio de cada um dos animais, citricultura, dentre outras. Além do leite, os animais têm potencial para produção de carne. “As ovelhas descartadas do plantel leiteiro poderão servir para produção de carne”, colocou Sorgato. As informações de Sorgato foram complementadas pelo engenheiro agrônomo da Epagri, José Milani Filho. “É uma atividade de baixo custo e que se adapta perfeitamente às condições de nossos agricultores, além do clima, solo e qualidade das pastagens”, complementou. Uma indústria de laticínios da região já se interessou pelo projeto que lhe permitirá produzir um queijo diferenciado, com maior rendimento: para fazer um quilo de queijo com leite de vaca, são gastos de nove a dez litros de leite, contra cinco a seis litros para o queijo de leite de ovelha.
de http://jornalabsoluto.com.br/ de 31/10/2007
quarta-feira, 31 de outubro de 2007
Muito bom! Ajuda a preservar as sementes criolas, tradicionais, contra a imposição das multinacionais das sementes geneticamente modificadas...
Muito bom! Ajuda a preservar as sementes criolas, tradicionais, contra a imposição das multinacionais das sementes geneticamente modificadas...
O pessoal das ecovilas que pratica a agricultura orgânica devia criar bancos de sementes parecidos nas diversas regiões, nos diversos microclimas...
Banco de semente salva a lavoura no Nordeste
Carolina Mandl
26/10/2007
Depois que virou banqueiro, Inácio Tota diz que deixou a pobreza para trás. "Foi o início do meu enriquecimento", afirma o agricultor de Soledade, município do semi-árido paraibano.
A sede do banco, porém, dá mostras de que "seu Tota" não preside uma instituição tradicional. É de uma sala instalada no fundo da casa do agricultor - uma pequena propriedade rural a 70 km de Campina Grande - que sai toda sua riqueza.
No lugar de um cofre com cédulas e moedas protegido por senhas e alarmes, uma portinhola se abre para várias pilhas de garrafas PET de refrigerante cheias de sementes de feijão, milho, gergelim, fava e sorgo. Trata-se de um banco de sementes comunitário.
Bastante comuns na Paraíba, onde estão em mais de 60 cidades, os bancos de sementes começam a se espalhar pelo território nordestino por meio de ações da Articulação do Semi-Árido Brasileiro (ASA), grupo de 700 organizações da sociedade civil. Só na Paraíba, em Alagoas e no Ceará - Estados onde os bancos estão mais desenvolvidos - cerca de 13 mil famílias e 300 bancos estão envolvidos no projeto. Como acontece nas instituições financeiras, os bancos de sementes também emprestam, permitem que se invista e se guarde recursos neles. O objetivo é servir como um estoque de sementes para o pequeno agricultor do semi-árido. Em anos bons, planta-se e guarda-se no banco parte dos grãos da colheita para a próxima safra. Assim, se faltar semente - ou dinheiro para comprá-la - no próximo ano, é só ir ao banco sacar o depósito.
Quem não tem um estoque pode pegar um empréstimo. Mas, como em qualquer banco, ali também se paga juro. Quando for feita a colheita, devolve-se, além da quantidade de semente que se pegou emprestada, um pouco a mais para recompensar os associados do banco. O agricultor que tem milho, mas quer plantar fava, por exemplo, também pode trocar sua "moeda" lá.
No lugar de um cofre com cédulas e moedas protegido por senhas e alarmes, uma portinhola se abre para várias pilhas de garrafas PET de refrigerante cheias de sementes de feijão, milho, gergelim, fava e sorgo. Trata-se de um banco de sementes comunitário.
Bastante comuns na Paraíba, onde estão em mais de 60 cidades, os bancos de sementes começam a se espalhar pelo território nordestino por meio de ações da Articulação do Semi-Árido Brasileiro (ASA), grupo de 700 organizações da sociedade civil. Só na Paraíba, em Alagoas e no Ceará - Estados onde os bancos estão mais desenvolvidos - cerca de 13 mil famílias e 300 bancos estão envolvidos no projeto.
Como acontece nas instituições financeiras, os bancos de sementes também emprestam, permitem que se invista e se guarde recursos neles. O objetivo é servir como um estoque de sementes para o pequeno agricultor do semi-árido. Em anos bons, planta-se e guarda-se no banco parte dos grãos da colheita para a próxima safra. Assim, se faltar semente - ou dinheiro para comprá-la - no próximo ano, é só ir ao banco sacar o depósito.
Quem não tem um estoque pode pegar um empréstimo. Mas, como em qualquer banco, ali também se paga juro. Quando for feita a colheita, devolve-se, além da quantidade de semente que se pegou emprestada, um pouco a mais para recompensar os associados do banco. O agricultor que tem milho, mas quer plantar fava, por exemplo, também pode trocar sua "moeda" lá.
"A guarda da semente é uma resposta à escassez. Antes, tínhamos que esperar a semente do governo. Muitas vezes, ela chegava atrasada, quando a chuva já tinha passado. Ou vinha semente de má qualidade", afirma Tota, que preside o banco de Lajedo do Timbaúba, comunidade de Soledade. O agricultor é responsável por registrar todos os depósitos, os saques e organizar as assembléias que definirão os juros e os empréstimos. "A plantação é importante em diversos aspectos da vida do agricultor. Ela garante a alimentação dele próprio e dos animais, além da receita com \n a venda dos produtos. Daí a importância de se garantir a oferta constante de sementes", afirma o agrônomo Emanoel Dias da Silva, do Patac, uma organização não-governamental que trabalha com agricultura familiar no semi-árido paraibano e que faz parte da Articulação do Semi-Árido Brasileiro.
Neste ano, o que salvou a plantação dos agricultores da comunidade Caiçara, também em Soledade, foi o banco de semente. "Como a chuva foi pouca no ano passado, quase todo mundo teve que recorrer ao banco. O problema é que também faltou água neste ano, aí ninguém lucrou para repor o estoque", conta José Maciel, presidente do banco de Caiçara e agente de saúde. A saída será pegar novos empréstimos do banco de sementes de Soledade, criado por uma lei municipal em agosto deste ano. "Foi um meio que encontramos de garantir uma reserva estratégica para os agricultores familiares", explica José Bento Leite do Nascimento, vice-prefeito e n secretário de desenvolvimento rural de Soledade, cidade com 13 mil habitantes.
"A guarda da semente é uma resposta à escassez. Antes, tínhamos que esperar a semente do governo. Muitas vezes, ela chegava atrasada, quando a chuva já tinha passado. Ou vinha semente de má qualidade", afirma Tota, que preside o banco de Lajedo do Timbaúba, comunidade de Soledade. O agricultor é responsável por registrar todos os depósitos, os saques e organizar as assembléias que definirão os juros e os empréstimos.
"A plantação é importante em diversos aspectos da vida do agricultor. Ela garante a alimentação dele próprio e dos animais, além da receita com a venda dos produtos. Daí a importância de se garantir a oferta constante de sementes", afirma o agrônomo Emanoel Dias da Silva, do Patac, uma organização não-governamental que trabalha com agricultura familiar no semi-árido paraibano e que faz parte da Articulação do Semi-Árido Brasileiro.
Neste ano, o que salvou a plantação dos agricultores da comunidade Caiçara, também em Soledade, foi o banco de semente. "Como a chuva foi pouca no ano passado, quase todo mundo teve que recorrer ao banco. O problema é que também faltou água neste ano, aí ninguém lucrou para repor o estoque", conta José Maciel, presidente do banco de Caiçara e agente de saúde.
A saída será pegar novos empréstimos do banco de sementes de Soledade, criado por uma lei municipal em agosto deste ano. "Foi um meio que encontramos de garantir uma reserva estratégica para os agricultores familiares", explica José Bento Leite do Nascimento, vice-prefeito e secretário de desenvolvimento rural de Soledade, cidade com 13 mil habitantes.
Mas, além de garantir um estoque, os agricultores querem com os bancos resguardar as sementes locais. "Se não preservarmos nossas sementes, virão n outras de diversas partes do país, que não estão acostumadas ao semi-árido", avalia o agricultor de Soledade Antônio José Borges Ramos. É comum entre quem planta o discurso de que as sementes nativas vingam mais do que as compradas e precisam de menos defensivos agrícolas. Muitas sementes são guardadas pelos agricultores há diversas gerações de uma mesma família. No entanto, por trás da sabedoria popular está uma explicação mais científica. "Em termos de genética faz todo sentido dizer que as sementes nativas são mais adaptadas ao semi-árido. Elas passaram por toda uma interação genética para criar resistência ao ambiente", afirma Ciro Scaranari, que é engenheiro agrônomo da Embrapa Transferência de Tecnologia. No ano passado, os bancos de sementes começaram a ser apoiados pelo Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, por meio da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). "Para incentivar a formação dos bancos, compramos sementes dos agricultores e doamos para novos se formarem", explica Valéria Fernandes, gerente de projetos da Conab. A experiência abrangeu 300 famílias em Alagoas, que receberam cerca de 35 quilos de sementes cada. O projeto é espalhar a experiência por todo o n semi-árido, transformando outros agricultores em banqueiros enriquecidos como o "seu Tota".
Mas, além de garantir um estoque, os agricultores querem com os bancos resguardar as sementes locais. "Se não preservarmos nossas sementes, virão outras de diversas partes do país, que não estão acostumadas ao semi-árido", avalia o agricultor de Soledade Antônio José Borges Ramos.
É comum entre quem planta o discurso de que as sementes nativas vingam mais do que as compradas e precisam de menos defensivos agrícolas. Muitas sementes são guardadas pelos agricultores há diversas gerações de uma mesma família.
No entanto, por trás da sabedoria popular está uma explicação mais científica. "Em termos de genética faz todo sentido dizer que as sementes nativas são mais adaptadas ao semi-árido. Elas passaram por toda uma interação genética para criar resistência ao ambiente", afirma Ciro Scaranari, que é engenheiro agrônomo da Embrapa Transferência de Tecnologia.
No ano passado, os bancos de sementes começaram a ser apoiados pelo Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, por meio da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). "Para incentivar a formação dos bancos, compramos sementes dos agricultores e doamos para novos se formarem", explica Valéria Fernandes, gerente de projetos da Conab.
A experiência abrangeu 300 famílias em Alagoas, que receberam cerca de 35 quilos de sementes cada. O projeto é espalhar a experiência por todo o semi-árido, transformando outros agricultores em banqueiros enriquecidos como o "seu Tota".
de http://www.valoronline.com.br/valoreconomico/285/agronegocios/179/Banco+de+semente+salva+a+lavoura+no+Nordeste,072610,,179,4606100.html
O pessoal das ecovilas que pratica a agricultura orgânica devia criar bancos de sementes parecidos nas diversas regiões, nos diversos microclimas...
Banco de semente salva a lavoura no Nordeste
Carolina Mandl
26/10/2007
Depois que virou banqueiro, Inácio Tota diz que deixou a pobreza para trás. "Foi o início do meu enriquecimento", afirma o agricultor de Soledade, município do semi-árido paraibano.
A sede do banco, porém, dá mostras de que "seu Tota" não preside uma instituição tradicional. É de uma sala instalada no fundo da casa do agricultor - uma pequena propriedade rural a 70 km de Campina Grande - que sai toda sua riqueza.
No lugar de um cofre com cédulas e moedas protegido por senhas e alarmes, uma portinhola se abre para várias pilhas de garrafas PET de refrigerante cheias de sementes de feijão, milho, gergelim, fava e sorgo. Trata-se de um banco de sementes comunitário.
Bastante comuns na Paraíba, onde estão em mais de 60 cidades, os bancos de sementes começam a se espalhar pelo território nordestino por meio de ações da Articulação do Semi-Árido Brasileiro (ASA), grupo de 700 organizações da sociedade civil. Só na Paraíba, em Alagoas e no Ceará - Estados onde os bancos estão mais desenvolvidos - cerca de 13 mil famílias e 300 bancos estão envolvidos no projeto. Como acontece nas instituições financeiras, os bancos de sementes também emprestam, permitem que se invista e se guarde recursos neles. O objetivo é servir como um estoque de sementes para o pequeno agricultor do semi-árido. Em anos bons, planta-se e guarda-se no banco parte dos grãos da colheita para a próxima safra. Assim, se faltar semente - ou dinheiro para comprá-la - no próximo ano, é só ir ao banco sacar o depósito.
Quem não tem um estoque pode pegar um empréstimo. Mas, como em qualquer banco, ali também se paga juro. Quando for feita a colheita, devolve-se, além da quantidade de semente que se pegou emprestada, um pouco a mais para recompensar os associados do banco. O agricultor que tem milho, mas quer plantar fava, por exemplo, também pode trocar sua "moeda" lá.
No lugar de um cofre com cédulas e moedas protegido por senhas e alarmes, uma portinhola se abre para várias pilhas de garrafas PET de refrigerante cheias de sementes de feijão, milho, gergelim, fava e sorgo. Trata-se de um banco de sementes comunitário.
Bastante comuns na Paraíba, onde estão em mais de 60 cidades, os bancos de sementes começam a se espalhar pelo território nordestino por meio de ações da Articulação do Semi-Árido Brasileiro (ASA), grupo de 700 organizações da sociedade civil. Só na Paraíba, em Alagoas e no Ceará - Estados onde os bancos estão mais desenvolvidos - cerca de 13 mil famílias e 300 bancos estão envolvidos no projeto.
Como acontece nas instituições financeiras, os bancos de sementes também emprestam, permitem que se invista e se guarde recursos neles. O objetivo é servir como um estoque de sementes para o pequeno agricultor do semi-árido. Em anos bons, planta-se e guarda-se no banco parte dos grãos da colheita para a próxima safra. Assim, se faltar semente - ou dinheiro para comprá-la - no próximo ano, é só ir ao banco sacar o depósito.
Quem não tem um estoque pode pegar um empréstimo. Mas, como em qualquer banco, ali também se paga juro. Quando for feita a colheita, devolve-se, além da quantidade de semente que se pegou emprestada, um pouco a mais para recompensar os associados do banco. O agricultor que tem milho, mas quer plantar fava, por exemplo, também pode trocar sua "moeda" lá.
"A guarda da semente é uma resposta à escassez. Antes, tínhamos que esperar a semente do governo. Muitas vezes, ela chegava atrasada, quando a chuva já tinha passado. Ou vinha semente de má qualidade", afirma Tota, que preside o banco de Lajedo do Timbaúba, comunidade de Soledade. O agricultor é responsável por registrar todos os depósitos, os saques e organizar as assembléias que definirão os juros e os empréstimos. "A plantação é importante em diversos aspectos da vida do agricultor. Ela garante a alimentação dele próprio e dos animais, além da receita com \n a venda dos produtos. Daí a importância de se garantir a oferta constante de sementes", afirma o agrônomo Emanoel Dias da Silva, do Patac, uma organização não-governamental que trabalha com agricultura familiar no semi-árido paraibano e que faz parte da Articulação do Semi-Árido Brasileiro.
Neste ano, o que salvou a plantação dos agricultores da comunidade Caiçara, também em Soledade, foi o banco de semente. "Como a chuva foi pouca no ano passado, quase todo mundo teve que recorrer ao banco. O problema é que também faltou água neste ano, aí ninguém lucrou para repor o estoque", conta José Maciel, presidente do banco de Caiçara e agente de saúde. A saída será pegar novos empréstimos do banco de sementes de Soledade, criado por uma lei municipal em agosto deste ano. "Foi um meio que encontramos de garantir uma reserva estratégica para os agricultores familiares", explica José Bento Leite do Nascimento, vice-prefeito e n secretário de desenvolvimento rural de Soledade, cidade com 13 mil habitantes.
"A guarda da semente é uma resposta à escassez. Antes, tínhamos que esperar a semente do governo. Muitas vezes, ela chegava atrasada, quando a chuva já tinha passado. Ou vinha semente de má qualidade", afirma Tota, que preside o banco de Lajedo do Timbaúba, comunidade de Soledade. O agricultor é responsável por registrar todos os depósitos, os saques e organizar as assembléias que definirão os juros e os empréstimos.
"A plantação é importante em diversos aspectos da vida do agricultor. Ela garante a alimentação dele próprio e dos animais, além da receita com a venda dos produtos. Daí a importância de se garantir a oferta constante de sementes", afirma o agrônomo Emanoel Dias da Silva, do Patac, uma organização não-governamental que trabalha com agricultura familiar no semi-árido paraibano e que faz parte da Articulação do Semi-Árido Brasileiro.
Neste ano, o que salvou a plantação dos agricultores da comunidade Caiçara, também em Soledade, foi o banco de semente. "Como a chuva foi pouca no ano passado, quase todo mundo teve que recorrer ao banco. O problema é que também faltou água neste ano, aí ninguém lucrou para repor o estoque", conta José Maciel, presidente do banco de Caiçara e agente de saúde.
A saída será pegar novos empréstimos do banco de sementes de Soledade, criado por uma lei municipal em agosto deste ano. "Foi um meio que encontramos de garantir uma reserva estratégica para os agricultores familiares", explica José Bento Leite do Nascimento, vice-prefeito e secretário de desenvolvimento rural de Soledade, cidade com 13 mil habitantes.
Mas, além de garantir um estoque, os agricultores querem com os bancos resguardar as sementes locais. "Se não preservarmos nossas sementes, virão n outras de diversas partes do país, que não estão acostumadas ao semi-árido", avalia o agricultor de Soledade Antônio José Borges Ramos. É comum entre quem planta o discurso de que as sementes nativas vingam mais do que as compradas e precisam de menos defensivos agrícolas. Muitas sementes são guardadas pelos agricultores há diversas gerações de uma mesma família. No entanto, por trás da sabedoria popular está uma explicação mais científica. "Em termos de genética faz todo sentido dizer que as sementes nativas são mais adaptadas ao semi-árido. Elas passaram por toda uma interação genética para criar resistência ao ambiente", afirma Ciro Scaranari, que é engenheiro agrônomo da Embrapa Transferência de Tecnologia. No ano passado, os bancos de sementes começaram a ser apoiados pelo Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, por meio da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). "Para incentivar a formação dos bancos, compramos sementes dos agricultores e doamos para novos se formarem", explica Valéria Fernandes, gerente de projetos da Conab. A experiência abrangeu 300 famílias em Alagoas, que receberam cerca de 35 quilos de sementes cada. O projeto é espalhar a experiência por todo o n semi-árido, transformando outros agricultores em banqueiros enriquecidos como o "seu Tota".
Mas, além de garantir um estoque, os agricultores querem com os bancos resguardar as sementes locais. "Se não preservarmos nossas sementes, virão outras de diversas partes do país, que não estão acostumadas ao semi-árido", avalia o agricultor de Soledade Antônio José Borges Ramos.
É comum entre quem planta o discurso de que as sementes nativas vingam mais do que as compradas e precisam de menos defensivos agrícolas. Muitas sementes são guardadas pelos agricultores há diversas gerações de uma mesma família.
No entanto, por trás da sabedoria popular está uma explicação mais científica. "Em termos de genética faz todo sentido dizer que as sementes nativas são mais adaptadas ao semi-árido. Elas passaram por toda uma interação genética para criar resistência ao ambiente", afirma Ciro Scaranari, que é engenheiro agrônomo da Embrapa Transferência de Tecnologia.
No ano passado, os bancos de sementes começaram a ser apoiados pelo Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, por meio da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). "Para incentivar a formação dos bancos, compramos sementes dos agricultores e doamos para novos se formarem", explica Valéria Fernandes, gerente de projetos da Conab.
A experiência abrangeu 300 famílias em Alagoas, que receberam cerca de 35 quilos de sementes cada. O projeto é espalhar a experiência por todo o semi-árido, transformando outros agricultores em banqueiros enriquecidos como o "seu Tota".
de http://www.valoronline.com.br/valoreconomico/285/agronegocios/179/Banco+de+semente+salva+a+lavoura+no+Nordeste,072610,,179,4606100.html
Uma força para nós usarmos mais orgânicos. E mais uma força para o pessoal da Agreco, que cultiva orgânicos na Serra Geral, em Anitápolis, Santa Rosa
Uma força para nós usarmos mais orgânicos. E mais uma força para o pessoal da Agreco, que cultiva orgânicos na Serra Geral, em Anitápolis, Santa Rosa de Lima e arredores:
Alimento orgânico "é melhor" para saúde, indica pesquisa
da BBC Brasil
Alguns tipos de alimentos orgânicos são melhores para a saúde do que os convencionais, de acordo com os resultados preliminares de um estudo financiado pela União Européia.
A pesquisa da Newcastle University, na Grã-Bretanha, vem sendo conduzida há três anos e deve ser concluída em 2008.
O estudo indica que legumes e frutas orgânicos contêm até 40% mais antioxidantes do que seus equivalentes não-orgânicos.
O leite orgânico pode conter entre 50% e 80% mais antioxidantes (substâncias que, acredita-se, ajudam a combater câncer e problemas cardíacos) do que o leite normal.
Os resultados também sugerem que os orgânicos contêm menos ácidos graxos trans, considerados nocivos à saúde. Os pesquisadores admitiram, no entanto, que ainda não conseguem explicar as causas dessa diferença.
"Os primeiros resultados mostram variações significativas na quantidade de antioxidantes presentes em frutas e legumes orgânicos em comparação com variedades não-orgânicas", disse o responsável pelo estudo, Carlo Leifert.
"O projeto ainda está em andamento e, embora tenhamos alguns resultados encorajadores, ainda há muito trabalho a ser feito", acrescentou.
Nutrientes
Os resultados do estudo contrariam a opinião de especialistas que dizem que não há evidência de que o alimento orgânico seja melhor para a saúde.
Os cientistas analisaram frutas, legumes e rebanhos orgânicos e não-orgânicos cultivados ou criados lado a lado em vários pontos da Europa, inclusive em uma fazenda próxima à universidade.
Trigo, tomate, batata, repolho, cebola e alface orgânicos contêm entre 20 e 40% mais nutrientes do que seus equivalentes não-orgânicos, de acordo com a pesquisa.
Leifert diz que os especialistas estão agora tentando entender o que causa as diferenças entre o alimento orgânico e o convencional. Ou seja, os pesquisadores querem saber o que, na agricultura orgânica, dá um conteúdo nutricional maior e menos substâncias indesejadas ao alimento. O pesquisador afirma esperar que o estudo ajude os fazendeiros que optam pelos produtos orgânicos a melhorar a qualidade de seus alimentos. Os resultados finais devem ser publicados dentro de até 12 meses. A FSA, a entidade britânica que oferece informações e aconselhamento sobre alimentos, diz que ainda não há evidências científicas de que os alimentos orgânicos sejam mais seguros ou contenham mais nutrientes do que os convencionais.
Leifert diz que os especialistas estão agora tentando entender o que causa as diferenças entre o alimento orgânico e o convencional.
Ou seja, os pesquisadores querem saber o que, na agricultura orgânica, dá um conteúdo nutricional maior e menos substâncias indesejadas ao alimento.
O pesquisador afirma esperar que o estudo ajude os fazendeiros que optam pelos produtos orgânicos a melhorar a qualidade de seus alimentos. Os resultados finais devem ser publicados dentro de até 12 meses.
A FSA, a entidade britânica que oferece informações e aconselhamento sobre alimentos, diz que ainda não há evidências científicas de que os alimentos orgânicos sejam mais seguros ou contenham mais nutrientes do que os convencionais.
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(de http://www1.folha.uol.com.br/folha/bbc/ult272u340996.shtml)
Alimento orgânico "é melhor" para saúde, indica pesquisa
da BBC Brasil
Alguns tipos de alimentos orgânicos são melhores para a saúde do que os convencionais, de acordo com os resultados preliminares de um estudo financiado pela União Européia.
A pesquisa da Newcastle University, na Grã-Bretanha, vem sendo conduzida há três anos e deve ser concluída em 2008.
O estudo indica que legumes e frutas orgânicos contêm até 40% mais antioxidantes do que seus equivalentes não-orgânicos.
O leite orgânico pode conter entre 50% e 80% mais antioxidantes (substâncias que, acredita-se, ajudam a combater câncer e problemas cardíacos) do que o leite normal.
Os resultados também sugerem que os orgânicos contêm menos ácidos graxos trans, considerados nocivos à saúde. Os pesquisadores admitiram, no entanto, que ainda não conseguem explicar as causas dessa diferença.
"Os primeiros resultados mostram variações significativas na quantidade de antioxidantes presentes em frutas e legumes orgânicos em comparação com variedades não-orgânicas", disse o responsável pelo estudo, Carlo Leifert.
"O projeto ainda está em andamento e, embora tenhamos alguns resultados encorajadores, ainda há muito trabalho a ser feito", acrescentou.
Nutrientes
Os resultados do estudo contrariam a opinião de especialistas que dizem que não há evidência de que o alimento orgânico seja melhor para a saúde.
Os cientistas analisaram frutas, legumes e rebanhos orgânicos e não-orgânicos cultivados ou criados lado a lado em vários pontos da Europa, inclusive em uma fazenda próxima à universidade.
Trigo, tomate, batata, repolho, cebola e alface orgânicos contêm entre 20 e 40% mais nutrientes do que seus equivalentes não-orgânicos, de acordo com a pesquisa.
Leifert diz que os especialistas estão agora tentando entender o que causa as diferenças entre o alimento orgânico e o convencional. Ou seja, os pesquisadores querem saber o que, na agricultura orgânica, dá um conteúdo nutricional maior e menos substâncias indesejadas ao alimento. O pesquisador afirma esperar que o estudo ajude os fazendeiros que optam pelos produtos orgânicos a melhorar a qualidade de seus alimentos. Os resultados finais devem ser publicados dentro de até 12 meses. A FSA, a entidade britânica que oferece informações e aconselhamento sobre alimentos, diz que ainda não há evidências científicas de que os alimentos orgânicos sejam mais seguros ou contenham mais nutrientes do que os convencionais.
Leifert diz que os especialistas estão agora tentando entender o que causa as diferenças entre o alimento orgânico e o convencional.
Ou seja, os pesquisadores querem saber o que, na agricultura orgânica, dá um conteúdo nutricional maior e menos substâncias indesejadas ao alimento.
O pesquisador afirma esperar que o estudo ajude os fazendeiros que optam pelos produtos orgânicos a melhorar a qualidade de seus alimentos. Os resultados finais devem ser publicados dentro de até 12 meses.
A FSA, a entidade britânica que oferece informações e aconselhamento sobre alimentos, diz que ainda não há evidências científicas de que os alimentos orgânicos sejam mais seguros ou contenham mais nutrientes do que os convencionais.
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(de http://www1.folha.uol.com.br/folha/bbc/ult272u340996.shtml)
Fogo na Califórnia pode ter conseqüências graves para o ambiente
Mais um fato que gera "conseqüências graves para o ambiente"... :-(
E o fogo das queimadas aqui no Brasil? Não gera?
Fogo na Califórnia pode ter conseqüências graves para o ambiente
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KERRY SHERIDAN
da France Presse, em San Diego
Os bombeiros que lutam contra as chamas que arrasaram a Califórnia durante a última semana se viram favorecidos neste domingo por melhores condições climáticas, mas a catástrofe deixou uma paisagem de cinzas e espessas nuvens de fumaça tóxica.
Temperaturas mais baixas, ventos mais calmos e uma chuvinha discreta permitiram aos bombeiros conter a maioria dos 23 incêndios ocorridos desde domingo passado, e provocaram sete mortes, destruíram 1.800 casas e obrigaram à evacuação de quase 700 mil pessoas.
Os bombeiros informaram que três grandes incêndios estarão sob controle nos próximos dez dias no estado mais povoado da costa oeste dos Estados Unidos.
Mas a autoridades advertiram para as nefastas conseqüências dos incêndios.
Em sete dias, os incêndios emitiram para a atmosfera o equivalente a gases de efeito estufa emitidos em um ano por 440 mil veículos.
Patricia Rey, porta-voz da Agência de Proteção ao Meio Ambiente, anunciou que as autoridades solicitavam às pessoas nas zonas afetadas pelo fogo para que ficassem dentro de casa.
"Aos grupos mais sensíveis, queremos mantê-los dentro de suas casas, orientando-os para que evitem a prática prolongada de exercícios. Se puderem realizar suas atividades em locais fechados seria ainda melhor. Dizemos também para que liguem o ar condicionado ao invés de abrir as janelas", enumerou.
A presença de pequenas partículas no ar é muito perigosa. As autoridades também aconselharam prudência na hora de retirar as cinzas que se acumularam em alguns lugares devido à irritação que pode provocar na pele, no nariz e na garganta.
Mas o conjunto das conseqüências dos incêndios no ambiente só será conhecido depois de muito tempo.
"Os dejetos, as cinzas, os materiais tóxicos não são bons para o meio ambiente", afirmou Bill Rukeyser do departamento de controle da qualidade da água da Califórnia.
As chuvas deverão limpar as toxinas deixadas em terras, mas as levarão para rios e oceanos, explicou.
Além disso, espécies de flora e fauna poderão desaparecer por causa do fogo. Cerca de 200 mil hectares foram queimados e outras 20.600 casas continuam ameaçadas.
Com a ajuda de aviões-tanque, os bombeiros californianos continuavam neste domingo com sua luta contra o fogo, com o apoio de colegas chegados do México.
Mas os serviços de meteorologia advertiram que as condições climáticas, que melhoraram neste fim de semana, podem piorar durante os próximos dias, com rajadas de vento quente e seco que atiçarão as chamas.
Alguns incêndios podem ter sido provocados por postes jogados ao solo pelo vento, mas alguns focos, como os de Orange County, foram atribuídos a piromaníacos.
O governador Arnold Schwarzenegger advertiu que as autoridades serão implacáveis.
"Se eu fosse a pessoa que provocou o fogo, não dormiria tranqüilo", afirmou.
Acompanhe as notícias em seu celular: digite o endereço wap.folha.com.br
Leia mais
Além do fogo, EUA enfrentam uma das piores secas da história
Incêndios nos EUA custarão até US$ 1,6 bilhão a seguradoras
Schwarzenegger faz jus à imagem de herói nos incêndios na Califórnia
Bush avalia como "rápida e eficaz" resposta aos incêndios na Califórnia
Chamas ainda ameaçam 22 mil casas na Califórnia
Suspeito nega que tenha causado incêndios na Califórnia
de http://www1.folha.uol.com.br/folha/mundo/ult94u340557.shtml
E o fogo das queimadas aqui no Brasil? Não gera?
Fogo na Califórnia pode ter conseqüências graves para o ambiente
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KERRY SHERIDAN
da France Presse, em San Diego
Os bombeiros que lutam contra as chamas que arrasaram a Califórnia durante a última semana se viram favorecidos neste domingo por melhores condições climáticas, mas a catástrofe deixou uma paisagem de cinzas e espessas nuvens de fumaça tóxica.
Temperaturas mais baixas, ventos mais calmos e uma chuvinha discreta permitiram aos bombeiros conter a maioria dos 23 incêndios ocorridos desde domingo passado, e provocaram sete mortes, destruíram 1.800 casas e obrigaram à evacuação de quase 700 mil pessoas.
Os bombeiros informaram que três grandes incêndios estarão sob controle nos próximos dez dias no estado mais povoado da costa oeste dos Estados Unidos.
Mas a autoridades advertiram para as nefastas conseqüências dos incêndios.
Em sete dias, os incêndios emitiram para a atmosfera o equivalente a gases de efeito estufa emitidos em um ano por 440 mil veículos.
Patricia Rey, porta-voz da Agência de Proteção ao Meio Ambiente, anunciou que as autoridades solicitavam às pessoas nas zonas afetadas pelo fogo para que ficassem dentro de casa.
"Aos grupos mais sensíveis, queremos mantê-los dentro de suas casas, orientando-os para que evitem a prática prolongada de exercícios. Se puderem realizar suas atividades em locais fechados seria ainda melhor. Dizemos também para que liguem o ar condicionado ao invés de abrir as janelas", enumerou.
A presença de pequenas partículas no ar é muito perigosa. As autoridades também aconselharam prudência na hora de retirar as cinzas que se acumularam em alguns lugares devido à irritação que pode provocar na pele, no nariz e na garganta.
Mas o conjunto das conseqüências dos incêndios no ambiente só será conhecido depois de muito tempo.
"Os dejetos, as cinzas, os materiais tóxicos não são bons para o meio ambiente", afirmou Bill Rukeyser do departamento de controle da qualidade da água da Califórnia.
As chuvas deverão limpar as toxinas deixadas em terras, mas as levarão para rios e oceanos, explicou.
Além disso, espécies de flora e fauna poderão desaparecer por causa do fogo. Cerca de 200 mil hectares foram queimados e outras 20.600 casas continuam ameaçadas.
Com a ajuda de aviões-tanque, os bombeiros californianos continuavam neste domingo com sua luta contra o fogo, com o apoio de colegas chegados do México.
Mas os serviços de meteorologia advertiram que as condições climáticas, que melhoraram neste fim de semana, podem piorar durante os próximos dias, com rajadas de vento quente e seco que atiçarão as chamas.
Alguns incêndios podem ter sido provocados por postes jogados ao solo pelo vento, mas alguns focos, como os de Orange County, foram atribuídos a piromaníacos.
O governador Arnold Schwarzenegger advertiu que as autoridades serão implacáveis.
"Se eu fosse a pessoa que provocou o fogo, não dormiria tranqüilo", afirmou.
Acompanhe as notícias em seu celular: digite o endereço wap.folha.com.br
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Além do fogo, EUA enfrentam uma das piores secas da história
Incêndios nos EUA custarão até US$ 1,6 bilhão a seguradoras
Schwarzenegger faz jus à imagem de herói nos incêndios na Califórnia
Bush avalia como "rápida e eficaz" resposta aos incêndios na Califórnia
Chamas ainda ameaçam 22 mil casas na Califórnia
Suspeito nega que tenha causado incêndios na Califórnia
de http://www1.folha.uol.com.br/folha/mundo/ult94u340557.shtml
O biogás sim, é um biocombustível legal... A Dinamarca está certa!
Aqui no Brasil poderíamos resolver dois problemas: a poluição dos rios e mares próximos às cidades e ao mesmo tempo gerar energia!
Dinamarca inaugura usina de biogás
da Efe, em Copenhague
A ministra de Agricultura, Pesca e Alimentação dinamarquesa, Eva Kjær Hansen, inaugurou na terça-feira (30) a usina experimental de biogás (combustível produzido a partir de resíduos orgânicos) do Centro de Pesquisa de Foulum, na península da Jutlândia.
A usina, que possui quatro reatores, tratará 29.000 toneladas de adubo líquido e 2.000 toneladas de biomassa para produzir cerca de 850.000 metros cúbicos de gás ao ano. O combustível será utilizado para fornecer calefação e energia elétrica, informou o Ministério da Agricultura.
A produção equivalerá ao consumo de eletricidade de 800 casas e ao uso de calefação em 200 lares.
As instalações estarão à disposição de pesquisadores, estudantes e empresas.
O objetivo do projeto, que começou em 2002, é melhorar o aproveitamento do biogás e os efeitos da produção no ambiente e no clima, assim como reduzir a emissão de gases poluentes.
de http://www1.folha.uol.com.br/folha/ambiente/ult10007u341305.shtml
Dinamarca inaugura usina de biogás
da Efe, em Copenhague
A ministra de Agricultura, Pesca e Alimentação dinamarquesa, Eva Kjær Hansen, inaugurou na terça-feira (30) a usina experimental de biogás (combustível produzido a partir de resíduos orgânicos) do Centro de Pesquisa de Foulum, na península da Jutlândia.
A usina, que possui quatro reatores, tratará 29.000 toneladas de adubo líquido e 2.000 toneladas de biomassa para produzir cerca de 850.000 metros cúbicos de gás ao ano. O combustível será utilizado para fornecer calefação e energia elétrica, informou o Ministério da Agricultura.
A produção equivalerá ao consumo de eletricidade de 800 casas e ao uso de calefação em 200 lares.
As instalações estarão à disposição de pesquisadores, estudantes e empresas.
O objetivo do projeto, que começou em 2002, é melhorar o aproveitamento do biogás e os efeitos da produção no ambiente e no clima, assim como reduzir a emissão de gases poluentes.
de http://www1.folha.uol.com.br/folha/ambiente/ult10007u341305.shtml
sábado, 20 de outubro de 2007
Herbicidas: Quem sabe me responder sobre...
...os efeitos a longo prazo no meio-ambiente?
Depois de quanto tempo se decompõe? Qual seu efeito sobre as algas, o plancton?
Vejam a notícia abaixo (de http://www1.folha.uol.com.br/folha/mundo/ult94u338277.shtml):
Cientistas avisam que oceanos estão absorvendo menos CO2
da Efe, em Londres
A quantidade de dióxido de carbono que os oceanos absorvem vem diminuindo sensivelmente nos últimos 10 anos, o que pode acelerar o efeito estufa, segundo um estudo da Universidade de Ânglia Oriental (Inglaterra).
Os pesquisadores analisaram a absorção de CO2, gás que contribui para o aquecimento do planeta. Eles analisaram 90 mil medições feitas em navios mercantes no Atlântico Norte, entre meados dos anos 90 e 2005.
Os dados mostram uma redução pela metade do CO2 absorvido pela massa oceânica.
Segundo os autores do estudo, publicado no "Journal of Geographysical Research", os resultados são ao mesmo tempo surpreendentes e inquietantes. Eles indicam que com o tempo o oceano pode ficar saturado com as emissões de CO2, produto da atividade humana.
Os pesquisadores não puderam estabelecer por enquanto se a menor absorção de CO2 pelos oceanos é conseqüência direta da mudança climática ou um fenômeno natural.
Depois de quanto tempo se decompõe? Qual seu efeito sobre as algas, o plancton?
Vejam a notícia abaixo (de http://www1.folha.uol.com.br/folha/mundo/ult94u338277.shtml):
Cientistas avisam que oceanos estão absorvendo menos CO2
da Efe, em Londres
A quantidade de dióxido de carbono que os oceanos absorvem vem diminuindo sensivelmente nos últimos 10 anos, o que pode acelerar o efeito estufa, segundo um estudo da Universidade de Ânglia Oriental (Inglaterra).
Os pesquisadores analisaram a absorção de CO2, gás que contribui para o aquecimento do planeta. Eles analisaram 90 mil medições feitas em navios mercantes no Atlântico Norte, entre meados dos anos 90 e 2005.
Os dados mostram uma redução pela metade do CO2 absorvido pela massa oceânica.
Segundo os autores do estudo, publicado no "Journal of Geographysical Research", os resultados são ao mesmo tempo surpreendentes e inquietantes. Eles indicam que com o tempo o oceano pode ficar saturado com as emissões de CO2, produto da atividade humana.
Os pesquisadores não puderam estabelecer por enquanto se a menor absorção de CO2 pelos oceanos é conseqüência direta da mudança climática ou um fenômeno natural.
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