| PRODUÇÃO ORGÂNICA CRESCE EM SC |
| Hoje às 8h30, em Florianópolis, a Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de SC (Epagri) apresenta em sua sede 20 produtores orgânicos e suas entidades e empresas, que estarão apresentando alimentos in natura e beneficiados, produzidos sem o uso de agrotóxicos, além de artesanatos, de diversas regiões de Santa Catarina. Também serão divulgados trabalhos técnico-científicos da Epagri, em forma de painéis. A atividade em Santa Catarina, que divide com São Paulo o quarto lugar no ranking nacional da produção orgânica, cresce cerca de 20% ao ano. No mundo inteiro, o comércio de produtos orgânicos, ou seja, aqueles produzidos sem uso de agrotóxicos e adubos químicos, atingiu recentemente a quantia de U$ 35 bilhões, com crescimento de 20% ao ano. No Brasil, apesar da produção orgânica/agroecológica ainda ser percentualmente bem menor que a da agricultura convencional, ela apresenta um crescimento recorde de 40% anual, passando de U$ 150 milhões comercializados em 2001/2002 para U$ 500 milhões na safra 2006/2007. A preferência dos consumidores por alimentos de melhor qualidade, sem risco de contaminação química, é a grande mola propulsora deste segmento cada vez maior do mercado. “Em Santa Catarina, há 15 anos tínhamos cinco ou seis associações de produtores agroecológicos, e hoje já passam de 60 entidades e mais de duas mil famílias”, comemora o coordenador do Projeto de Agroecologia da Epagri, Paulo Tagliari, ressaltando que os pioneiros no sistema orgânico foram Ongs e produtores que, desde o início, acreditaram nesta nova maneira de conduzir a agricultura. Pesquisadores da empresa estão instalando inúmeros experimentos científicos nas estações experimentais da Epagri e propriedades de agricultores, alguns em parceria com as universidades federal e estaduais, escolas agrotécnicas e outras entidades, para testar novas técnicas e repassá-las aos empresários rurais que estão apostando na produção agroecológica. Ao mesmo tempo, extensionistas, nos vários escritórios locais da Epagri, em todo o Estado, não dão conta de assistir à intensa demanda dos produtores rurais e interessados na produção orgânica. “Sem contar que a demanda dos países do Hemisfério Norte pelos alimentos e fibras da produção orgânica está aumentando exponencialmente”, informa o presidente da Epagri, Murilo Flores, garantindo que o Brasil e SC tem condições de em curto e médio prazo atender esta procura, trazendo renda para a agricultura familiar e empresarial brasileira. Agricultura orgânica reduz o gasto com petróleo - A produção orgânica de alimentos utiliza o mínimo de insumos externos e evita os agroquímicos (fertilizantes químicos e agrotóxicos) que são todos derivados de petróleo.Em termos energéticos a produção agroecológica é de 15 a 20 vezes mais eficiente que a produção convencional agroquímica. Neste momento que o mundo está preocupado com a escassez de alimentos e energia oriunda do petróleo, a agricultura orgânica tem demonstrado cabalmente que a produção de alimentos e energia por meio de manejo ecológico/ambiental já é uma realidade pois no mundo atualmente são mais de 12 milhões de hectares cultivados organicamente e crescendo constantemente, conforme dados já revelados. |
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sexta-feira, 9 de maio de 2008
Produção orgânica cresce em Santa Catarina
Está aí uma forma de depender menos de fosfato e outros insumos...
(do Jornal Absoluto de 08/05/2008 - http://jornalabsoluto.com.br/)
quarta-feira, 12 de março de 2008
Pesquisa prova que criação em camas, com espaço, resulta em galinhas calmas
Para finalizar os posts de hoje sobre o assunto:
Pesquisa prova que criação em camas, com espaço, resulta em galinhas calmas
José Maria Tomazela - O Estado de S.Paulo
- Uma tese de doutorado defendida no ano passado pela zootecnista Sulivan Pereira Alves, do Núcleo de Pesquisa em Ambiência (Nupea) da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq/USP), demonstrou que o sistema de criação em camas, com espaço e liberdade para as aves, resulta em menos stress para as aves.
Foram estudadas poedeiras das linhagens branca e vermelha. Durante a pesquisa, ela registrou em câmeras de vídeo o comportamento das aves longe da presença humana. Ficou patente que as aves criadas nas gaiolas são mais sujeitas ao stress, que interfere na produção.
O sistema de cria em camas aviárias é de fato menos agressivo às galinhas. Nas gaiolas, sistema utilizado em 98% da produção de ovos comerciais do País, as aves ficam muito apertadas e manifestam sintomas de desconforto.
Na Granja Yamagushi, o comportamento das galinhas também é avaliado para mensurar se o sistema de criação produz o bem-estar das aves. De acordo com Romeu Leite, são analisados 17 itens capazes de indicar, conforme o resultado, o grau de satisfação da galinha. Entre eles, estão o ato de ciscar e o de se espojar na cama do galinheiro.
O espojamento, quando a ave se deita no chão e joga terra ou cama sobre o corpo, é alto indicador de satisfação. Outros indicadores de bem-estar são o cacarejar, a lubrificação das penas, a gala (relação com o galo) e a postura regular. Um sintoma revelador de distúrbio é o canibalismo. ''Se aparecer um caso, o lote leva nota zero e vamos procurar as causas'', diz Leite.
INFORMAÇÕES: Granja Yamaguishi, tel. (0--19) 3867-1173
(de http://www.estadao.com.br/suplementos/not_sup138722,0.htm)
Pesquisa prova que criação em camas, com espaço, resulta em galinhas calmas
José Maria Tomazela - O Estado de S.Paulo
- Uma tese de doutorado defendida no ano passado pela zootecnista Sulivan Pereira Alves, do Núcleo de Pesquisa em Ambiência (Nupea) da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq/USP), demonstrou que o sistema de criação em camas, com espaço e liberdade para as aves, resulta em menos stress para as aves.
Foram estudadas poedeiras das linhagens branca e vermelha. Durante a pesquisa, ela registrou em câmeras de vídeo o comportamento das aves longe da presença humana. Ficou patente que as aves criadas nas gaiolas são mais sujeitas ao stress, que interfere na produção.
O sistema de cria em camas aviárias é de fato menos agressivo às galinhas. Nas gaiolas, sistema utilizado em 98% da produção de ovos comerciais do País, as aves ficam muito apertadas e manifestam sintomas de desconforto.
Na Granja Yamagushi, o comportamento das galinhas também é avaliado para mensurar se o sistema de criação produz o bem-estar das aves. De acordo com Romeu Leite, são analisados 17 itens capazes de indicar, conforme o resultado, o grau de satisfação da galinha. Entre eles, estão o ato de ciscar e o de se espojar na cama do galinheiro.
O espojamento, quando a ave se deita no chão e joga terra ou cama sobre o corpo, é alto indicador de satisfação. Outros indicadores de bem-estar são o cacarejar, a lubrificação das penas, a gala (relação com o galo) e a postura regular. Um sintoma revelador de distúrbio é o canibalismo. ''Se aparecer um caso, o lote leva nota zero e vamos procurar as causas'', diz Leite.
INFORMAÇÕES: Granja Yamaguishi, tel. (0--19) 3867-1173
(de http://www.estadao.com.br/suplementos/not_sup138722,0.htm)
Sem stress, aves produzem melhor
Isto também é interessante para "abrir a cabeça" dos produtores tradicionais...
Sem stress, aves produzem melhor
Tendência de valorizar o bem-estar animal nas criações comerciais resulta em alimento mais saudável, dizem criadores
José Maria Tomazela - O Estado de S.Paulo
- Além da qualidade e da segurança alimentar, o consumidor externo demonstra preocupação crescente com a maneira como o animal que origina alimentos foi criado. Há o entendimento de que o stress na criação ou na hora do abate afeta a qualidade da carne ou de produtos como leite e ovos.
A União Européia, por exemplo, já editou instrução normativa que impede, a partir de 2012, a importação de animais criados em sistemas que não permitam seu total conforto. No Brasil, já há sistemas de criação que levam em conta o bem-estar animal.
As poedeiras da Vila Yamaguishi, em Jaguariúna, região de Campinas (SP), por exemplo, não têm do que reclamar. Ao contrário das galinhas de criações convencionais, ali as aves não ficam presas em gaiolas. Para produzir entre 700 e 800 dúzias de ovos por dia, vivem soltas em aviários espaçosos e com poleiros. As aves ciscam, comem folhas verdes e escolhem onde botar. E desfrutam da companhia do galo, algo impensável em criações industriais. Por causa desse manejo diferenciado, os ovos produzidos ali são disputados, mesmo sendo até 50% mais caros. ''Vendemos tudo e às vezes falta ovo'', diz o veterinário Romeu Mattos Leite.
PRODUÇÃO ORGÂNICA
A Vila Yamaguishi, um projeto de produção comunitária de alimentos saudáveis iniciado em Jaguariúna, trabalha há 20 anos com produção orgânica e oferece à sua clientela uma lista com mais de 30 produtos.
São 12 mil poedeiras que, apesar de contidas em aviários, vivem como no terreiro. ''Criamos um ambiente para a galinha andar, ciscar e ter ritual reprodutivo. Sem isso a galinha fica estressada e há desvios como o canibalismo.'' Leite diz que a agressividade expressada no canibalismo (uma ave bica outra até feri-la e essa galinha é atacada pelas demais) indica nível elevado de stress decorrente do ambiente ou desequilíbrios nutricionais.
As galinhas da Yamaguishi ficam em aviários com lotação de 2,5 aves por metro quadrado - no sistema industrial são 10 ou 12 aves no mesmo espaço. Cada viveiro tem de 70 a 80 galinhas de linhagens vermelhas. O ambiente, com piso de cimento e cama de palha de arroz, tem comedouros de madeira e grandes ninhos comunitários. Os bebedouros são postos longe da comida, para as aves caminharem. Um teto solar faz com que o sol realize uma ''varredura'' no espaço, funcionando como desinfetante natural.
O milho é moído na forma de quirera grossa e as aves têm uma complementação de verduras. À tarde, os aviários são abertos para as aves ciscarem do lado de fora. Entre um aviário e outro, foram plantadas árvores frutíferas e as galinhas aproveitam as frutas que caem. Também pastam o capim e ervas que vicejam no ambiente. Após o ''passeio'', dá-se a ração, já nos viveiros.
Na Yamaguishi, há 1 galo para 17 galinhas. ''Os galos dão segurança e deixam as galinhas felizes.'' Mas o principal fator é a qualidade dos ovos. ''O ovo galado (fértil) é uma célula viva, com toda a vitalidade.'' Quando a galinha entra no choco, é tirada do ninho e posta numa gaiola com a porta aberta.
CICLOS NATURAIS
O sistema de criação respeita os ciclos naturais da ave. Enquanto na criação industrial a galinha começa a postura com 16 semanas, ali ela bota a partir de 24 semanas. O ciclo vai até 84 semanas - no convencional se encerra às 70 semanas.
A ração é fabricada na granja, com milho e soja orgânicos, além de verduras orgânicas.As aves não recebem antibióticos, nem produtos químicos, apenas vacinas obrigatórias. Ao contrário do que ocorre nos aviários industriais, as aves não têm os bicos cortados para evitar o canibalismo. Os ovos têm gema bem amarela. Na escala internacional de cores, a gema do ovo da Yamaguishi atinge intensidade entre 9 e 10, enquanto o convencional fica entre 6 e 7. A clara e a gema são consistentes. O veterinário faz uma demonstração espetando um palito na gema. O palito se mantém em pé e o conteúdo não vaza. Com um ovo comum, a gema se espalha no prato.
O tratamento aos pintinhos de 1 dia também é diferenciado. Em vez da campânula a gás, eles se acomodam sob uma espécie de tabuleiro com abas que imitam a asa da galinha. ''É uma mãe substituta, pois as abas retêm o calor dos corpos das avezinhas e elas se sentem protegidas.''
(de http://www.estadao.com.br/suplementos/not_sup138723,0.htm)
Sem stress, aves produzem melhor
Tendência de valorizar o bem-estar animal nas criações comerciais resulta em alimento mais saudável, dizem criadores
José Maria Tomazela - O Estado de S.Paulo
- Além da qualidade e da segurança alimentar, o consumidor externo demonstra preocupação crescente com a maneira como o animal que origina alimentos foi criado. Há o entendimento de que o stress na criação ou na hora do abate afeta a qualidade da carne ou de produtos como leite e ovos.
A União Européia, por exemplo, já editou instrução normativa que impede, a partir de 2012, a importação de animais criados em sistemas que não permitam seu total conforto. No Brasil, já há sistemas de criação que levam em conta o bem-estar animal.
As poedeiras da Vila Yamaguishi, em Jaguariúna, região de Campinas (SP), por exemplo, não têm do que reclamar. Ao contrário das galinhas de criações convencionais, ali as aves não ficam presas em gaiolas. Para produzir entre 700 e 800 dúzias de ovos por dia, vivem soltas em aviários espaçosos e com poleiros. As aves ciscam, comem folhas verdes e escolhem onde botar. E desfrutam da companhia do galo, algo impensável em criações industriais. Por causa desse manejo diferenciado, os ovos produzidos ali são disputados, mesmo sendo até 50% mais caros. ''Vendemos tudo e às vezes falta ovo'', diz o veterinário Romeu Mattos Leite.
PRODUÇÃO ORGÂNICA
A Vila Yamaguishi, um projeto de produção comunitária de alimentos saudáveis iniciado em Jaguariúna, trabalha há 20 anos com produção orgânica e oferece à sua clientela uma lista com mais de 30 produtos.
São 12 mil poedeiras que, apesar de contidas em aviários, vivem como no terreiro. ''Criamos um ambiente para a galinha andar, ciscar e ter ritual reprodutivo. Sem isso a galinha fica estressada e há desvios como o canibalismo.'' Leite diz que a agressividade expressada no canibalismo (uma ave bica outra até feri-la e essa galinha é atacada pelas demais) indica nível elevado de stress decorrente do ambiente ou desequilíbrios nutricionais.
As galinhas da Yamaguishi ficam em aviários com lotação de 2,5 aves por metro quadrado - no sistema industrial são 10 ou 12 aves no mesmo espaço. Cada viveiro tem de 70 a 80 galinhas de linhagens vermelhas. O ambiente, com piso de cimento e cama de palha de arroz, tem comedouros de madeira e grandes ninhos comunitários. Os bebedouros são postos longe da comida, para as aves caminharem. Um teto solar faz com que o sol realize uma ''varredura'' no espaço, funcionando como desinfetante natural.
O milho é moído na forma de quirera grossa e as aves têm uma complementação de verduras. À tarde, os aviários são abertos para as aves ciscarem do lado de fora. Entre um aviário e outro, foram plantadas árvores frutíferas e as galinhas aproveitam as frutas que caem. Também pastam o capim e ervas que vicejam no ambiente. Após o ''passeio'', dá-se a ração, já nos viveiros.
Na Yamaguishi, há 1 galo para 17 galinhas. ''Os galos dão segurança e deixam as galinhas felizes.'' Mas o principal fator é a qualidade dos ovos. ''O ovo galado (fértil) é uma célula viva, com toda a vitalidade.'' Quando a galinha entra no choco, é tirada do ninho e posta numa gaiola com a porta aberta.
CICLOS NATURAIS
O sistema de criação respeita os ciclos naturais da ave. Enquanto na criação industrial a galinha começa a postura com 16 semanas, ali ela bota a partir de 24 semanas. O ciclo vai até 84 semanas - no convencional se encerra às 70 semanas.
A ração é fabricada na granja, com milho e soja orgânicos, além de verduras orgânicas.As aves não recebem antibióticos, nem produtos químicos, apenas vacinas obrigatórias. Ao contrário do que ocorre nos aviários industriais, as aves não têm os bicos cortados para evitar o canibalismo. Os ovos têm gema bem amarela. Na escala internacional de cores, a gema do ovo da Yamaguishi atinge intensidade entre 9 e 10, enquanto o convencional fica entre 6 e 7. A clara e a gema são consistentes. O veterinário faz uma demonstração espetando um palito na gema. O palito se mantém em pé e o conteúdo não vaza. Com um ovo comum, a gema se espalha no prato.
O tratamento aos pintinhos de 1 dia também é diferenciado. Em vez da campânula a gás, eles se acomodam sob uma espécie de tabuleiro com abas que imitam a asa da galinha. ''É uma mãe substituta, pois as abas retêm o calor dos corpos das avezinhas e elas se sentem protegidas.''
(de http://www.estadao.com.br/suplementos/not_sup138723,0.htm)
Na produção de frangos orgânicos de corte, conforto também é essencial
Aos produtores tradicionais de frango em Anitápolis e arredores: este é um nicho de mercado importante! Que tal mudar a forma de criação?
Na produção de frangos orgânicos de corte, conforto também é essencial
A Korin Agropecuária já cria aves por esse sistema e plano principal é partir[br]para a exportação
José Maria Tomazela - O Estado de S.Paulo
- Atentas às exigências internacionais pela carne saudável, algumas empresas paulistas já investem na produção de frangos orgânicos em escala comercial. A Korin Agropecuária, de Ipeúna (SP), produz frango orgânico caipira congelado de acordo com normas mundiais. A certificação é do Instituto Biodinâmico (IBD). Em 1995, a Korin já havia sido pioneira no lançamento do ''frango verde'', sem o uso de antibióticos e promotores de crescimento.
Uma parte da produção do frango orgânico deve atender ao mercado interno, mas o grande foco são as exportações. ''França, Alemanha, Japão e Estados Unidos são grandes consumidores de produtos orgânicos'', diz o gerente-comercial Edson Shiguemoto. Segundo ele, a Korin já exportou frango verde para o Japão e acredita que o frango orgânico também atenderá a esse mercado.
QUALIDADE
''Nosso frango atende a um número crescente de pessoas preocupadas com uma boa alimentação, aliada aos princípios de sustentabilidade ambiental e social, inerentes ao sistema de produção orgânica certificada.'' Além da alimentação orgânica, as aves contam com área de pastejo. ''Esse método valoriza o bem-estar animal, resultando em uma ave saudável, com sabor e textura diferenciados.''
Como o custo da matéria-prima utilizada, milho e soja orgânicos, é cerca de três vezes maior do que a ração convencional, o quilo do frango caipira orgânico está cotado entre R$ 10 e R$ 11 para o consumidor final. A produção inicial é de 20 toneladas de carne por dia. No mercado interno um dos parceiros da empresa para a comercialização do frango caipira orgânico será a rede de supermercados Pão de Açúcar.
Na produção de frangos de corte também já se procura reduzir o stress, sobretudo no período do pré-abate. De acordo com o pesquisador José Antonio Delfino Barbosa Filho, do Núcleo de Pesquisa em Ambiência (Nupea) da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq/USP), a falta de manejo cuidadoso acarreta grandes perdas na retirada dos frangos dos aviários e no encaminhamento para o abatedouro. É o período da criação em que as manifestações de stress são mais intensas e resultam em prejuízos para o criador.
Barbosa demonstrou que as aves ficam mais sujeitas a traumas, como fratura de pernas, asas e pescoço, durante o pré-abate. Essa condição é agravada quando o manejo para a coleta das aves, sua colocação em engradados e transporte para o abatedouro são inadequadas.
A perda de aves é maior quando essas operações são feitas em dias quentes. ''A má condução dessa fase anula todo o investimento feito em outras etapas da criação, pois a perda atinge frangos geneticamente melhorados, bem nutridos e que estavam prontos para reverter em benefício financeiro todo o custo da produção'', diz o pesquisador.
(de http://www.estadao.com.br/suplementos/not_sup138724,0.htm)
Na produção de frangos orgânicos de corte, conforto também é essencial
A Korin Agropecuária já cria aves por esse sistema e plano principal é partir[br]para a exportação
José Maria Tomazela - O Estado de S.Paulo
- Atentas às exigências internacionais pela carne saudável, algumas empresas paulistas já investem na produção de frangos orgânicos em escala comercial. A Korin Agropecuária, de Ipeúna (SP), produz frango orgânico caipira congelado de acordo com normas mundiais. A certificação é do Instituto Biodinâmico (IBD). Em 1995, a Korin já havia sido pioneira no lançamento do ''frango verde'', sem o uso de antibióticos e promotores de crescimento.
Uma parte da produção do frango orgânico deve atender ao mercado interno, mas o grande foco são as exportações. ''França, Alemanha, Japão e Estados Unidos são grandes consumidores de produtos orgânicos'', diz o gerente-comercial Edson Shiguemoto. Segundo ele, a Korin já exportou frango verde para o Japão e acredita que o frango orgânico também atenderá a esse mercado.
QUALIDADE
''Nosso frango atende a um número crescente de pessoas preocupadas com uma boa alimentação, aliada aos princípios de sustentabilidade ambiental e social, inerentes ao sistema de produção orgânica certificada.'' Além da alimentação orgânica, as aves contam com área de pastejo. ''Esse método valoriza o bem-estar animal, resultando em uma ave saudável, com sabor e textura diferenciados.''
Como o custo da matéria-prima utilizada, milho e soja orgânicos, é cerca de três vezes maior do que a ração convencional, o quilo do frango caipira orgânico está cotado entre R$ 10 e R$ 11 para o consumidor final. A produção inicial é de 20 toneladas de carne por dia. No mercado interno um dos parceiros da empresa para a comercialização do frango caipira orgânico será a rede de supermercados Pão de Açúcar.
Na produção de frangos de corte também já se procura reduzir o stress, sobretudo no período do pré-abate. De acordo com o pesquisador José Antonio Delfino Barbosa Filho, do Núcleo de Pesquisa em Ambiência (Nupea) da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq/USP), a falta de manejo cuidadoso acarreta grandes perdas na retirada dos frangos dos aviários e no encaminhamento para o abatedouro. É o período da criação em que as manifestações de stress são mais intensas e resultam em prejuízos para o criador.
Barbosa demonstrou que as aves ficam mais sujeitas a traumas, como fratura de pernas, asas e pescoço, durante o pré-abate. Essa condição é agravada quando o manejo para a coleta das aves, sua colocação em engradados e transporte para o abatedouro são inadequadas.
A perda de aves é maior quando essas operações são feitas em dias quentes. ''A má condução dessa fase anula todo o investimento feito em outras etapas da criação, pois a perda atinge frangos geneticamente melhorados, bem nutridos e que estavam prontos para reverter em benefício financeiro todo o custo da produção'', diz o pesquisador.
(de http://www.estadao.com.br/suplementos/not_sup138724,0.htm)
Oferta escassa compromete orgânicos
Esta é uma notícia que deveria despertar a atençaõ e a curiosidade dos nossos produtores em Anitápolis e região!
Oferta escassa compromete orgânicos
Bettina Barros, De Nurembergue (Alemanha)
11/03/2008
O produtor baiano Aristófanes Carneiro está prestes a entrar na Europa. No mês passado, processadores de bebidas da Alemanha fizeram uma proposta para comprar água de coco com certificação orgânica de sua plantação no Delta do Parnaíba, no norte do Piauí. "Eles querem comprar tudo o que eu conseguir produzir", conta. Aristófanes produz hoje 15 mil cocos por mês, o que dá uma média de 5 mil litros de água. "Se eu tiver mais, eles também vão comprar".
O coco orgânico, que hoje ele vende só no mercado interno, é uma nova frente de negócios. Em 2007, ele fechou um contrato de quatro anos de fornecimento de 14 toneladas de acerola orgânica certificada a uma processadora dos Estados Unidos.
"O mercado está aquecido", diz Aristófanes, em meio ao intenso vai-e-vem de pessoas ávidas para fechar negócios na Biofach Nurembergue, a maior feira de produtos orgânicos do mundo, realizada anualmente na cidade alemã. "A renda mais alta da população mundial está provocando isso", ele especula. E atesta: "Mas nós não temos condições nem de longe de atender esse mercado".
Aristófanes tem razão. O crescimento de dois dígitos do setor na última década estremeceu a relação oferta-demanda mundial. O segmento é hoje um negócio de gente grande: movimentou US$ 40 bilhões em 2007 e a expectativa é que atinja US$ 60 bilhões até 2010.
Para quem começou de forma artesanal, com uma filosofia de vida por trás, a expansão da área plantada com culturas orgânicas deve ser celebrada. Já são 30,4 milhões de hectares em 135 países certificados segundo os preceitos dessa agricultura, segundo o Instituto de Pesquisa de Agricultura Orgânica (FiBL), uma referência no assunto.
Líderes do movimento, que surgiu nos anos 40 como uma reação à crescente dependência por fertilizantes sintéticos, atribuem que o sucesso dos orgânicos a uma conscientização mais elevada hoje da população. Seria uma resposta à forma doentia como regemos o planeta.
A opção pela agricultura que respeita o ambiente e os animais - e que resulta em uma alimentação mais saudável - manteve a média de expansão de 20% em dez anos.
Seriam motivos para comemoração não fosse um descompasso perigoso: a oferta não está acompanhando a demanda global por produtos orgânicos. Esse cenário pressiona ainda mais os preços, que são tradicionalmente mais altos que os dos alimentos convencionais e explicam a pequena participação do setor em países de baixa renda, como o Brasil. A necessidade de mais orgânicos pode também abrir brechas para fraudes nas certificações.
É a dor do crescimento, admitem os produtores. "É a hora do setor encarar suas grandes questões", diz Beate Huber, do FiBL. Por enquanto, há mais perguntas que respostas.
A falta de sincronia entre o quanto se planta e o quanto se compra é o que mais aflige produtores e traders, por razões econômicas óbvias. Nos Estados Unidos, onde o mercado consumidor saltou 21% apenas no ano passado, a área de conversão para a agricultura orgânica subiu apenas 1% no mesmo período. Uma das explicações é que a regulamentação para o setor foi aprovada no país apenas em 2002, o que segurou a adesão de novos produtores.
Outro entrave está no tempo e custo de conversão. São necessários três anos de preparo da terra para obter a certificação orgânica. "E quem paga pelo processo é o produtor. Os americanos estão buscando alternativas para isso", diz Joe Smillie, vice-presidente da certificadora Quality Assurance Internacional.
A conjuntura internacional das commodities agrícolas também joga contra. Produtores de carne e leite orgânicos dizem sentir o peso da alta nos preços da soja e do milho - base da ração animal - e já falam em voltar à agricultura convencional. O milho orgânico, vendido a US$ 200 por tonelada no trimestre passado, vale hoje aproximadamente US$ 500, quando pode ser encontrado.
Um recente exemplo disso ocorreu quando uma unidade da americana Dean Foods, que processa leite de soja orgânico, anunciou ao mercado que abrirá mão da certificação por não tem condições de utilizar apenas a matéria-prima sem aditivos. Conclusão: a área plantada nos Estados Unidos não deslancha. Representa 0,5% da área total para cultivo e pastagem, segundo o governo.
Na Europa, a situação é semelhante. A demanda por alimentos orgânicos no continente cresceu 16% em 2006. O fato de ser historicamente uma agricultura familiar (com pequena escala) combinado ao pouco espaço disponível para a expansão agrícola levou a uma situação de escassez em quase todos as culturas orgânicas na Europa.
"Toda semana os preços estão subindo por conta da escassez de produtos orgânicos, e quando digo toda semana é isso mesmo", diz ao Valor Joseph Stern, presidente da americana SunOpta, uma processadora de bebidas orgânicas e importadora de matéria-prima. A carestia estende-se de pêssegos a limões, mas a situação é crítica em relação às frutas vermelhas produzidas na Europa (framboesa, amora, morango, etc).
Uma das opções foi encorajar produtores de países com clima semelhante para suprir a demanda. Em uma iniciativa inédita, a SunOpta pagará um prêmio aos alimentos "em transição" - produzidos em terras que não completaram o período de três anos de conversão. "Os varejistas querem até isso porque não há oferta", diz Stern. Segundo o executivo, falta só definir como e sob qual nome esses produtos serão introduzidos nas gôndolas dos EUA.
O projeto-piloto está sendo desenvolvido no Chile. Cerca de 24 agricultores receberão de 5% a 10% de prêmio por tonelada entregue de frutas vermelhas à empresa. O prêmio ao produto orgânico varia de 30% a 75%. "É uma forma de garantir fornecimento estratégico. Se der certo, replicaremos em outros países".
A pressão mundial por entrega, porém, já começa a deslocar a atenção para as certificadoras. Em momentos como esse, as chances de vista grossa sobre um ou outro preceito da agricultura orgânica tende a crescer. "A escassez aumenta a tentação para se trapacear", diz Beate Huber, do FiBL. "É um risco e estamos conscientes". Segundo a pesquisadora, 95% do sistema está funcionando. "Precisamos só reagir de forma mais rápida quando a fraude ocorrer".
De 2003 a 2007, o número de certificadoras no mundo subiu de 364 para 468. O ponto mais fraco é a comunicação. "Por falta de uma comunicação integrada, um produtor estrangeiro trocou uma certificadora exigente por outra que facilitou a entrada dele na Europa. Essa informação deveria chegar a nós."
A adesão de gigantes como Wal-Mart também é vista com suspeita. Muitos ideólogos do movimento temem que os critérios de sustentabilidade acabem se perdendo e que uma nova era de "business as usual" seja criada no segmento.
A discussão divide opiniões, mas no fim do dia todos parecem concordar que a chegada do grande varejo pode dar impulso maior à demanda e estimular a oferta.
Gerald Hermann, presidente da Federação Internacional dos Movimentos de Agricultura Orgânica (Ifoam, a "ONU dos orgânicos"), sintetizou o espírito de Nurembergue. "O orgânico virou 'mainstream'. Mas não podemos esquecer o espírito do começo, as raízes do movimento. É preciso dizer às grandes empresas que há uma abordagem ética".
A jornalista viajou a convite do projeto Organics Brasil
(da ValorOnLine - http://www.valoronline.com.br/valoreconomico/285/agronegocios/179/Oferta+escassa+compromete+org%c3%a2nicos,08113,,179,4821563.html)
Oferta escassa compromete orgânicos
Bettina Barros, De Nurembergue (Alemanha)
11/03/2008
O produtor baiano Aristófanes Carneiro está prestes a entrar na Europa. No mês passado, processadores de bebidas da Alemanha fizeram uma proposta para comprar água de coco com certificação orgânica de sua plantação no Delta do Parnaíba, no norte do Piauí. "Eles querem comprar tudo o que eu conseguir produzir", conta. Aristófanes produz hoje 15 mil cocos por mês, o que dá uma média de 5 mil litros de água. "Se eu tiver mais, eles também vão comprar".
O coco orgânico, que hoje ele vende só no mercado interno, é uma nova frente de negócios. Em 2007, ele fechou um contrato de quatro anos de fornecimento de 14 toneladas de acerola orgânica certificada a uma processadora dos Estados Unidos.
"O mercado está aquecido", diz Aristófanes, em meio ao intenso vai-e-vem de pessoas ávidas para fechar negócios na Biofach Nurembergue, a maior feira de produtos orgânicos do mundo, realizada anualmente na cidade alemã. "A renda mais alta da população mundial está provocando isso", ele especula. E atesta: "Mas nós não temos condições nem de longe de atender esse mercado".
Aristófanes tem razão. O crescimento de dois dígitos do setor na última década estremeceu a relação oferta-demanda mundial. O segmento é hoje um negócio de gente grande: movimentou US$ 40 bilhões em 2007 e a expectativa é que atinja US$ 60 bilhões até 2010.
Para quem começou de forma artesanal, com uma filosofia de vida por trás, a expansão da área plantada com culturas orgânicas deve ser celebrada. Já são 30,4 milhões de hectares em 135 países certificados segundo os preceitos dessa agricultura, segundo o Instituto de Pesquisa de Agricultura Orgânica (FiBL), uma referência no assunto.
Líderes do movimento, que surgiu nos anos 40 como uma reação à crescente dependência por fertilizantes sintéticos, atribuem que o sucesso dos orgânicos a uma conscientização mais elevada hoje da população. Seria uma resposta à forma doentia como regemos o planeta.
A opção pela agricultura que respeita o ambiente e os animais - e que resulta em uma alimentação mais saudável - manteve a média de expansão de 20% em dez anos.
Seriam motivos para comemoração não fosse um descompasso perigoso: a oferta não está acompanhando a demanda global por produtos orgânicos. Esse cenário pressiona ainda mais os preços, que são tradicionalmente mais altos que os dos alimentos convencionais e explicam a pequena participação do setor em países de baixa renda, como o Brasil. A necessidade de mais orgânicos pode também abrir brechas para fraudes nas certificações.
É a dor do crescimento, admitem os produtores. "É a hora do setor encarar suas grandes questões", diz Beate Huber, do FiBL. Por enquanto, há mais perguntas que respostas.
A falta de sincronia entre o quanto se planta e o quanto se compra é o que mais aflige produtores e traders, por razões econômicas óbvias. Nos Estados Unidos, onde o mercado consumidor saltou 21% apenas no ano passado, a área de conversão para a agricultura orgânica subiu apenas 1% no mesmo período. Uma das explicações é que a regulamentação para o setor foi aprovada no país apenas em 2002, o que segurou a adesão de novos produtores.
Outro entrave está no tempo e custo de conversão. São necessários três anos de preparo da terra para obter a certificação orgânica. "E quem paga pelo processo é o produtor. Os americanos estão buscando alternativas para isso", diz Joe Smillie, vice-presidente da certificadora Quality Assurance Internacional.
A conjuntura internacional das commodities agrícolas também joga contra. Produtores de carne e leite orgânicos dizem sentir o peso da alta nos preços da soja e do milho - base da ração animal - e já falam em voltar à agricultura convencional. O milho orgânico, vendido a US$ 200 por tonelada no trimestre passado, vale hoje aproximadamente US$ 500, quando pode ser encontrado.
Um recente exemplo disso ocorreu quando uma unidade da americana Dean Foods, que processa leite de soja orgânico, anunciou ao mercado que abrirá mão da certificação por não tem condições de utilizar apenas a matéria-prima sem aditivos. Conclusão: a área plantada nos Estados Unidos não deslancha. Representa 0,5% da área total para cultivo e pastagem, segundo o governo.
Na Europa, a situação é semelhante. A demanda por alimentos orgânicos no continente cresceu 16% em 2006. O fato de ser historicamente uma agricultura familiar (com pequena escala) combinado ao pouco espaço disponível para a expansão agrícola levou a uma situação de escassez em quase todos as culturas orgânicas na Europa.
"Toda semana os preços estão subindo por conta da escassez de produtos orgânicos, e quando digo toda semana é isso mesmo", diz ao Valor Joseph Stern, presidente da americana SunOpta, uma processadora de bebidas orgânicas e importadora de matéria-prima. A carestia estende-se de pêssegos a limões, mas a situação é crítica em relação às frutas vermelhas produzidas na Europa (framboesa, amora, morango, etc).
Uma das opções foi encorajar produtores de países com clima semelhante para suprir a demanda. Em uma iniciativa inédita, a SunOpta pagará um prêmio aos alimentos "em transição" - produzidos em terras que não completaram o período de três anos de conversão. "Os varejistas querem até isso porque não há oferta", diz Stern. Segundo o executivo, falta só definir como e sob qual nome esses produtos serão introduzidos nas gôndolas dos EUA.
O projeto-piloto está sendo desenvolvido no Chile. Cerca de 24 agricultores receberão de 5% a 10% de prêmio por tonelada entregue de frutas vermelhas à empresa. O prêmio ao produto orgânico varia de 30% a 75%. "É uma forma de garantir fornecimento estratégico. Se der certo, replicaremos em outros países".
A pressão mundial por entrega, porém, já começa a deslocar a atenção para as certificadoras. Em momentos como esse, as chances de vista grossa sobre um ou outro preceito da agricultura orgânica tende a crescer. "A escassez aumenta a tentação para se trapacear", diz Beate Huber, do FiBL. "É um risco e estamos conscientes". Segundo a pesquisadora, 95% do sistema está funcionando. "Precisamos só reagir de forma mais rápida quando a fraude ocorrer".
De 2003 a 2007, o número de certificadoras no mundo subiu de 364 para 468. O ponto mais fraco é a comunicação. "Por falta de uma comunicação integrada, um produtor estrangeiro trocou uma certificadora exigente por outra que facilitou a entrada dele na Europa. Essa informação deveria chegar a nós."
A adesão de gigantes como Wal-Mart também é vista com suspeita. Muitos ideólogos do movimento temem que os critérios de sustentabilidade acabem se perdendo e que uma nova era de "business as usual" seja criada no segmento.
A discussão divide opiniões, mas no fim do dia todos parecem concordar que a chegada do grande varejo pode dar impulso maior à demanda e estimular a oferta.
Gerald Hermann, presidente da Federação Internacional dos Movimentos de Agricultura Orgânica (Ifoam, a "ONU dos orgânicos"), sintetizou o espírito de Nurembergue. "O orgânico virou 'mainstream'. Mas não podemos esquecer o espírito do começo, as raízes do movimento. É preciso dizer às grandes empresas que há uma abordagem ética".
A jornalista viajou a convite do projeto Organics Brasil
(da ValorOnLine - http://www.valoronline.com.br/valoreconomico/285/agronegocios/179/Oferta+escassa+compromete+org%c3%a2nicos,08113,,179,4821563.html)
quarta-feira, 20 de fevereiro de 2008
Brasil participa de feira de orgânicos na Alemanha
Quando ocorre no Rio, Anitápolis parece estar representada através da AGRECO!
Brasil participa de feira de orgânicos na Alemanha
Este ano, 27 empresas marcam presença na Biofach Nuremberg, principal evento mundial do setor
d´O Estado de S.Paulo (http://www.estadao.com.br/suplementos/not_sup127551,0.htm)
- Vinte e sete empresas brasileiras, que fazem parte do Projeto Organics Brasil, participam da Biofach 2008, na Alemanha, a maior feira do setor de orgânicos, que começa amanhã e vai até domingo, em Nuremberg. Desenvolvido em parceria entre o Instituto de Promoção do Desenvolvimento (IPD), Federação das Indústrias do Paraná (Fiep) e Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil), o projeto ocupará este ano uma área de aproximadamente 300 metros quadrados.
''''As ações continuadas têm tornado o setor de orgânicos brasileiro bastante conhecido no mundo inteiro e ajudado a consolidar o crescimento do setor'''', afirma o gestor de projetos da Apex-Brasil, Eduardo Caldas. Para o gestor do Projeto Organics, Ming Liu, o Brasil é altamente competitivo. ''''O consumidor de orgânicos compra conceito e produtos com apelo à saúde e à qualidade de vida.''''
Algumas empresas brasileiras aproveitam a feira para fazer lançamento de produtos. ''''O público, principalmente os compradores, buscam novidades. Esse é um excelente momento para os orgânicos brasileiros ganharem mais espaço e oportunidades'''', explica Liu.
A Biofach Nuremberg reúne 2.600 expositores e recebe visitantes de 110 países. Em 2007, movimentou US$ 5 bilhões em negócios.
Brasil participa de feira de orgânicos na Alemanha
Este ano, 27 empresas marcam presença na Biofach Nuremberg, principal evento mundial do setor
d´O Estado de S.Paulo (http://www.estadao.com.br/suplementos/not_sup127551,0.htm)
- Vinte e sete empresas brasileiras, que fazem parte do Projeto Organics Brasil, participam da Biofach 2008, na Alemanha, a maior feira do setor de orgânicos, que começa amanhã e vai até domingo, em Nuremberg. Desenvolvido em parceria entre o Instituto de Promoção do Desenvolvimento (IPD), Federação das Indústrias do Paraná (Fiep) e Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil), o projeto ocupará este ano uma área de aproximadamente 300 metros quadrados.
''''As ações continuadas têm tornado o setor de orgânicos brasileiro bastante conhecido no mundo inteiro e ajudado a consolidar o crescimento do setor'''', afirma o gestor de projetos da Apex-Brasil, Eduardo Caldas. Para o gestor do Projeto Organics, Ming Liu, o Brasil é altamente competitivo. ''''O consumidor de orgânicos compra conceito e produtos com apelo à saúde e à qualidade de vida.''''
Algumas empresas brasileiras aproveitam a feira para fazer lançamento de produtos. ''''O público, principalmente os compradores, buscam novidades. Esse é um excelente momento para os orgânicos brasileiros ganharem mais espaço e oportunidades'''', explica Liu.
A Biofach Nuremberg reúne 2.600 expositores e recebe visitantes de 110 países. Em 2007, movimentou US$ 5 bilhões em negócios.
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