segunda-feira, 11 de fevereiro de 2008
Escada para peixe aumenta risco de extinção, aponta estudo
Escada para peixe aumenta risco de extinção, aponta estudo
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da Folha Online
Hoje na Folha Escadas construídas especialmente para facilitar a transposição da barragem por peixes que pretendem desovar são muito utilizadas no hemisfério Norte. Mas nas regiões tropicais, isso apenas dificultou a vida desses animais, segundo reportagem de Cláudio Angelo publicada neste domingo na Folha de S.Paulo (íntegra disponível para assinantes do UOL e do jornal).
Concebidas para atenuar o impacto de hidrelétricas sobre a fauna, essas escadas de peixe, em vários casos, acabam tendo o efeito inverso, acelerando extinções. O fenômeno foi observado em Lajeado por cientistas da Universidade Estadual de Maringá (PR) e da Universidade Federal do Tocantins, mas deve estar se repetindo em vários rios Brasil.
As razões pelas quais os peixes não voltam são, em geral, uma combinação da biologia dos peixes tropicais e do ambiente alterado pelas construção das usinas hidrelétricas.
Peixes migradores dos trópicos depositam seus ovos em afluentes dos rios. As larvas desses animais e os ovos que não eclodiram descem o rio, seguindo a correnteza, e amadurecem no caminho. Mas, para isso, eles dependem de águas turvas e agitadas, o que as represas em geral não têm. Já os adultos evitam água parada. Especialistas acreditam que, na viagem de volta da piracema (como é chamada a subida para a desova), a água parada da represa funciona como uma barreira.
(de http://www1.folha.uol.com.br/folha/ciencia/ult306u371041.shtml)
segunda-feira, 21 de janeiro de 2008
Estudo diz que centenas de plantas medicinais correm risco de extinção
(de http://www1.folha.uol.com.br/folha/ambiente/ult10007u365414.shtml)
Estudo diz que centenas de plantas medicinais correm risco de extinção
da Efe, em Londres
Centenas de plantas medicinais estão em risco de extinção, indica um estudo divulgado nesta segunda-feira pela BGCI (Organização Internacional para a Conservação em Jardins Botânicos). Segundo a pesquisa, a extinção das espécies pode dificultar a descoberta de tratamentos para várias doenças.
De acordo com a BBC, o estudo indica que mais de 50% dos medicamentos são obtidos de plantas em risco de desaparecimento, devido ao aumento das coleções particulares e públicas e, em alto grau, ao desmatamento do planeta.
Os pesquisadores acreditam que estas plantas podem tratar doenças tão graves como o câncer ou o HIV.
Segundo o estudo, foram identificadas cerca de 400 espécies de plantas medicinais em risco de extinção.
Risco
Entre as que correm risco, o estudo cita a Hoodia, uma planta medicinal do sul da África, pertencente à família Apocynaceae, utilizada na medicina para reduzir temporariamente o apetite e que é usada como alimento das tribos da região para enfrentar longas e cansativas caças no deserto, sem sentir a sensação de fome.
Entre estes grupos ameaçados também se encontra a metade da variedade de magnólias, utilizadas na medicina tradicional chinesa há cinco mil anos e na japonesa, e que tem substâncias usadas na luta contra o câncer e as doenças cardíacas.
A organização indica que atualmente há cerca de cinco bilhões de pessoas que se beneficiam destas plantas como remédio, e cada vez mais elas são usadas para elaborar medicamentos em laboratórios.
Por isso, o estudo conclui que a perda destas plantas pode acarretar conseqüências impensáveis no futuro, e problemas imprevisíveis no campo da medicina e no tratamento paliativo das doenças.
A BGCI, com sede em Londres, é uma organização internacional formada por 600 analistas de 120 países.