Mostrando postagens com marcador Araucária. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Araucária. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 5 de junho de 2009

Santa Catarina na imprensa nacional: triste!

Este artigo saiu na Folha de São Paulo... Até quando nosso estado vai ser notícia por ocorrências tão tristes?

Cidade de SC acelera a destruição de árvores

AFRA BALAZINA
enviada especial da Folha de S.Paulo a Santa Catarina

Dia do Meio Ambiente Um perfume bom se espalha pela área. Infelizmente, a razão é o corte de exemplares da cheirosa canela-sassafrás. A espécie não é a única vítima do desflorestamento na cidade de Santa Terezinha, em Santa Catarina. Num só dia a reportagem flagrou o desmate de araucárias, imbuias, cedros e tarumãs.

A mata atlântica que recheia a fazenda Parolin, com cerca de 11 mil hectares --o equivalente a quase 70 parques Ibirapuera-- vem sendo abatida de forma impune. Os buracos abertos são, na sequência, invadidos por famílias que plantam e erguem construções.

Marlene Bergamo/Folha Imagem
Araucária derrubada em Santa Terezinha, terceiro município que mais desmatou em SC entre 2005 e 2008; madeira é serrada na própria mata
Araucária derrubada em Santa Terezinha, 3º município que mais desmatou em SC entre 2005 e 2008; madeira é serrada na mata

Tanto ONGs como os proprietários da área já fizeram inúmeras denúncias, mas a situação se mantém.

Além das toras no chão, a Folha viu madeira que foi serrada dentro da própria mata. Troncos de árvores menos nobres estavam empilhados perto da estrada --possivelmente para servir como lenha. Por toda a região é possível ver também exemplares de pínus e eucalipto plantados nas margens de rios e em encostas, onde antes havia floresta nativa.

O município está em terceiro lugar entre as cidades que mais desmataram no Estado entre 2005 e 2008, segundo dados da ONG SOS Mata Atlântica e do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais). Mas, segundo João de Deus Medeiros, do Ministério do Meio Ambiente, essa é a região de Santa Catarina que mais tem motivado denúncias de desmatamento à pasta ultimamente.

Terra sem lei

A Lei da Mata Atlântica --que só permite o desmate do bioma em casos excepcionais, como para realizar projetos de utilidade pública-- tem sido ignorada. Em vez de punição, os envolvidos são incentivados a permanecer no local. Ônibus escolares entram nas áreas desmatadas e invadidas e até luz elétrica foi instalada em alguns pontos. O prefeito, Genir Junckes (PMDB), admite enviar transporte escolar para a área problemática. "Se não mandar, o promotor me obriga." Mas nega apoiar as ações ilegais.

Ele afirma que a administração municipal não tem estrutura para fiscalizar os desmatamentos. E cita que o trabalho caberia à Polícia Militar Ambiental da cidade de Rio do Sul --com efetivo de 11 pessoas e um total de 29 municípios para atender-- e ao Ibama.

O superintendente da Fatma (Fundação do Meio Ambiente de SC), Murilo Flores, também diz ter equipe pequena e desaparelhada, mas que trabalha para aumentar a fiscalização. "Iremos contratar 80 novos funcionários, e cerca de 50 devem se tornar fiscais."

Leandro Casanova, da ONG Associação de Preservação do Meio Ambiente e da Vida, trabalha na região desde 1997 e está chocado com a devastação: "Aqui deveria ser criado o Refúgio da Vida Silvestre do Rio da Prata, mas o processo está parado na Casa Civil. Se continuar assim, em um ano não haverá mais nada".



(de http://www1.folha.uol.com.br/folha/ambiente/ult10007u576989.shtml)

quarta-feira, 21 de maio de 2008

Paraná pesquisa até o DNA do pinhão

Enquanto isso, em Anitápolis o pessoal acha que o nosso pinheiro faz mal para o gado. Já o Pinus "Idiotis" não faz mal nenhum, né, caras pálidas? Só dá lucro! :-(

Paraná pesquisa até o DNA do pinhão

João Carlos de Faria - O Estado de S.Paulo

- O professor-sênior do Programa de Pós-Graduação de Produção Vegetal da Universidade Federal do Paraná, Flávio Zanette, explica que o pinhão resulta do cruzamento entre duas árvores diferentes. ''Por isso há uma variabilidade muito grande de ''raças'', pelo menos 18 já identificadas'', diz. ''Estamos fazendo pesquisas com DNA das plantas para mapeá-las melhor.'' A mais comum é fruto da Araucaria angustifolia. Outras raças são o pinhão-caiová, que mede de 13 a 14 centímetros - os demais têm em média 9 centímetros -, e o macaco, que germina na pinha e não cai, além do amendoim, mais avermelhado. ''Nada nos garante que o farinha seja diferente das raças do Sul, embora as diferentes condições da região podem ter feito evoluir uma raça nova.''

quarta-feira, 19 de março de 2008

Grimpa da araucária vira madeira

Eu nunca entendi porque o pessoal de Anitápolis não gosta das araucárias... Certa vez ouvi dizer que "o gado comia as grimpas e ficava doente" ou "morria"... Pode??

Plantei alguns pinheiros de pinhão mas muitos foram roubados por ocasião do natal, outros foram destruídos quando da extração dos pinus próximos... Que inconsciência! Não gostam do pinhão? Não acham bonita a paisagem das florestas de araucárias?

Grimpa da araucária vira madeira

Casal de Curitiba (PR) desenvolve um resistente compensado a partir [br]do ramo seco que cai naturalmente da árvore

Evandro Fadel - O Estado de S.Paulo


- Para resolver um problema caseiro, um casal de Quitandinha, região metropolitana de Curitiba (PR), inventou e garantiu a patente internacional de chapas de madeira feitas a partir da grimpa, o ramo seco da araucária (Araucaria angustifolia). As amostras feitas por Silvio Sepkca Moreira e Marli Bosquet resultaram numa madeira bem resistente. Agora, procuram investidores para a primeira fábrica, a ser instalada no sul do Paraná ou em Santa Catarina, onde estão as principais florestas de araucária.

A grimpa cai naturalmente do pé e não há necessidade de cortar a árvore. Moreira cita que, entre as vantagens do produto, está o menor gasto de energia para secar, triturar e transportar.

BAIXA UMIDADE

Enquanto o processo de transformação do pinus (Pinus elliotis) leva 30 dias, Moreira diz que a Produção de Madeira de Grimpa do Pinheiro (PMGP) está pronta em uma semana, pois a umidade é de só 11%. A economia de energia no processo é de 50%. Na compactação do material triturado usa-se também menos resina.

Segundo Moreira, são 2% a menos do que na confecção de aglomerados ou do MDF. ''A estrutura física do produto é mais densa do que a madeira de pinus, porque a genética da grimpa é a do nó do pinheiro.''

Submetido a um teste, um dos exemplares suportou peso de até 10 mil quilos. Os inventores ainda não definiram qual a linha de trabalho, mas estudam produtos que possam servir para decks de piscina, esquadrias, pisos e paredes.

Marli destaca os benefícios ambientais do produto. A grimpa que cai dos pinheiros é recolhida e queimada quando as pessoas querem limpar o terreno. Ela fazia o trabalho de recolhimento na chácara onde possuem 60 araucárias. ''É um trabalho desconfortável.'' Do contrário, é abandonada no meio do mato e leva cerca de quatro anos para se decompor. ''Com o PMGP podemos até desenvolver um projeto de crédito de carbono, tanto para quem recolhe a grimpa, como para quem planta araucária.''

Conforme Moreira, para fabricar 1 metro cúbico de PMGP serão usados 1.200 quilos de grimpa e, para produzir a mesma quantidade de madeira com pinus, seria necessário derrubar 3 mil quilos da floresta. ''Queremos incentivar as pessoas que têm pinheiro para que cuidem, e, aquelas que pretendem ter, que plantem porque terão renda'', diz Marli.P

INFORMAÇÕES: E-mail marli.bosquet@yahoo.com.br

(de http://www.estadao.com.br/suplementos/not_sup142682,0.htm)