sexta-feira, 25 de julho de 2008

Modelo a ser seguido por Anitápolis

Um "Festival de Inverno":

Cidade de Minas Gerais promove "Inverno Orgânico" até domingo

da Folha Online

Divulgação
Cappelletti brodo orgânico é uma das receitas servidas no festival que termina no domingo
Cappelletti brodo orgânico é uma das receitas servidas no festival que termina no domingo

Termina no próximo domingo (27), o festival "Inverno Orgânico" na cidade de Gonçalves há 220 km de São Paulo.

Conhecida como a cidade dos orgânicos graças a produção de frutas, legumes, verduras, cachaça, café e pinhão sem o uso de agrotóxicos e pelas características do solo e plantação.

Até o fim de julho, a cidade que registra uma altitude média de 1.300 metros e possui aproximadamente 35 cachoeiras, promove um festival gastronômico nos finais de semana.

Entre as atrações está a apresentação do chef de cozinha Sérgio Peres, do restaurante Nó de Pinho, de Gonçalves que vai apresentar receitas preparadas com produtos orgânicos. Os pratos poderão ser provados pelo público presente na "Feira dos Orgânicos" no centro da cidade.


Mais informações podem ser obtidas no site: www.invernoorganico.com.br

(de http://www1.folha.uol.com.br/folha/comida/ult10005u425939.shtml)

quinta-feira, 24 de julho de 2008

Blog sobre "atitudes ambientalistas".

O artigo abaixo me deu a idéia de escrever sobre as atitudes claras que se deve tomar em favor do meio-ambiente. O que acham? Vou deixar esta idéia amadurecer.

Excesso de informações sobre ecologia confunde consumidores

JULLIANE SILVEIRA
da Folha de S.Paulo

O motivo (salvar o planeta) é justo e a demanda, grande: reciclar o lixo, diminuir o consumo, preferir os orgânicos, usar papel reciclado, gastar menos energia elétrica e menos água, ter sempre à mão uma "ecobag" para não passar nem perto das sacolinhas plásticas.

O problema é que, como se fala tanto em sustentabilidade e aquecimento global, a quantidade de informações, muitas vezes contraditórias, confunde e cansa até o mais bem intencionado ecologicamente.

Alex Almeida/Folha Imagem
Quinteiro decidiu levar caneca para o trabalho, para não usar copos, mas foi avisada de que uso da água geraria outro impacto
Quinteiro decidiu levar caneca para o trabalho, para não usar copos, mas foi avisada de que uso da água geraria outro impacto

A consultora em desenvolvimento organizacional Sandra Quinteiro, 41, por exemplo, não acha fácil cumprir a sua parte. No prédio onde mora, o lixo reciclável é todo separado: papel, plástico, metal... Mas ela não sabe onde se encaixa a caixinha longa vida --e já ouviu diversas teorias sobre o assunto.

Também se sentiu bem ao levar uma caneca para o trabalho, para não usar mais copos descartáveis. Até alguém comentar que a água usada para lavá-la geraria outro tipo de impacto ao ambiente.

"Existem muitas informações contraditórias porque elas envolvem dados técnicos bastante complexos. Se até entre os cientistas há controvérsias, imagine entre os leigos. O consumidor teria de ser um especialista em energia, em água etc. para entender tudo", analisa a socióloga Fátima Portilho, da UFRRJ (Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro), autora do livro "Sustentabilidade Ambiental, Consumo e Cidadania" (ed. Cortez).

Além de ter os dados em mãos, é preciso entender por que se deve adotar determinada ação --e saber que nem sempre uma iniciativa terá somente resultados positivos--, o que torna o engajamento ecológico ainda mais complicado.

Por exemplo, ao escolher um carro a álcool porque polui menos do que o veículo a gasolina, o consumidor sustenta a produção de um combustível que pode ser responsável por desmatamento de floresta e que pode oferecer condições ruins de trabalho.

"As escolhas sempre terão elementos contraditórios e é preciso fazer ponderações, decidir o que deve ser priorizado. Minha ação vai diminuir o aquecimento global? Ou desencadear algum problema social? Ao compreender isso, percebe-se que as respostas não são "preto no branco'", diz Hélio Mattar, diretor-presidente do Instituto Akatu.

E, mesmo com essa reflexão, ainda ficam questionamentos, pois é difícil saber como uma escolha poderia causar tamanho efeito no ambiente, quando se abordam somente termos genéricos. "Isso atrapalha porque se fala muito das conseqüência globais, mas falta o direcionamento para o que pode ser feito localmente", explica Eliane Saraiva, coordenadora do curso Técnico Ambiental do Senac de São Paulo.

De olho nesse turbilhão de informações e dúvidas, o Idec (Instituto de Defesa do Consumidor) criou um site de orientação para o consumo consciente (www.climaeconsumo.org.br), que pretende ligar as pequenas ações às grandes questões ecológicas. "Falta uma conexão entre os problemas ambientais e os hábitos de consumo, não é fácil ser um consumidor responsável", diz Lisa Gunn, coordenadora-executiva do Idec.

Tantas incertezas podem explicar os números de uma pesquisa do WWF (Fundo Mundial para a Natureza) e do Ibope, divulgada no mês passado. Apesar de todas as sugestões, a população ainda não tem uma ação ecológica relativamente simples: 67% dos brasileiros entrevistados não separam o lixo reciclável e somente 5% encaminham o lixo orgânico para a transformação em adubo.

Além de informações incompletas, outro problema que desestimula a adoção de atitudes ecológicas é a falta de opção aos hábitos poluentes. Esse é o dilema do administrador Matheus Oshikiri, 34. Ele reutiliza quase todo o lixo que produz --manda as embalagens para reciclagem, e o orgânico vira adubo para seu jardim--, não come fritura, "não sei o que o estabelecimento que fritou o meu pastel vai fazer com aquele óleo" e evita as sacolinhas plásticas.

Eduardo Anizelli/Folha Imagem
Matheus Oshikiri procura agir de modo sustentável, mas gostaria de fazer mais, como deixar de usar o carro e comprar discos de segunda mão
Oshikiri procura agir de modo sustentável, mas gostaria de fazer mais, como deixar de usar carro e comprar discos de segunda mão

Ainda assim, gostaria de fazer mais, como deixar de usar o carro, comprar discos de segunda mão e escolher embalagens de papel reciclado. "Quero ter a opção de ser mais sustentável. Mas o sistema de transporte de São Paulo é horrível, a malha ferroviária é insuficiente, não se estimula o comércio de produtos usados, só se fala em recicláveis, mas não em reciclados... O meu esforço tem de ser muito maior aqui do que em outros países", lamenta.

Falta de alternativa

Maria Cláudia Kohler, coordenadora do curso de pós-graduação em meio ambiente e sociedade da FESPSP (Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo) e coordenadora de voluntários do Greenpeace Brasil, concorda: o assunto está em pauta, mas é difícil aderir por falta de alternativa.

"O produto orgânico é melhor, mas é mais caro. As pessoas não têm opção na questão financeira e faltam estímulo e políticas de governo. E ainda falta opção. Adoraria escolher entre energia eólica e solar, mas não há essas possibilidades em minha rede de abastecimento. Não há pasta de dente sem caixa de papelão...", diz.

Algumas escolhas convergem para ações econômicas, como a diminuição no consumo de energia elétrica, explica Fátima Portilho, da UFRRJ. Esse benefício imediato pode facilitar a adesão à mudança do hábito. Verifica-se isso na mesma pesquisa do WWF e do Ibope: 80% dos entrevistados sempre desligam lâmpadas e deixam o computador em estado de hibernação quando saem do ambiente por pouco tempo.

Isolado, mas produtivo

O psicólogo Sean White, 29, acredita que as mudanças precisam ser drásticas para causar efeito na natureza e que, apesar de estar na moda dizer que é ecologicamente sustentável, não sente um compromisso geral com a causa. "Esse monte de informação me desestimula, porque faço pequenos gestos e ainda assim me sinto culpado. Ficam na discussão se uso um copo de plástico ou de papel, mas eu preciso tomar o meu café de algum jeito", desabafa.

Essa sensação de isolamento também torna mais difícil o engajamento às ações ecológicas, segundo Fátima Portilho. "Eu faço o esforço, mas posso desanimar quando percebo que só eu ajo", diz.

E, para constar, sem querer causar confusão: a caixinha longa vida deve ir ao compartimento dos papéis. De acordo com a Tetra Pak, a embalagem segue antes para a indústria papeleira e, depois, para outras indústrias que aproveitarão o plástico e o alumínio.


(de http://www1.folha.uol.com.br/folha/ambiente/ult10007u425860.shtml)

De novo as sacolas plásticas

E aqui no Brasil, quem vai ser o pioneiro?

Cansei de ver os rios levando sacolas, sacolas presas nos galhos das árvores às margens após as chuvas...

Los Angeles proibirá sacolas de plástico a partir de 2010

Consumidores deverão utilizar as próprias bolsas para carregar as compras ou a pagar US$ 0,25 para adquiri-las

Efe

LOS ANGELES - A cidade de Los Angeles anunciou que proibirá o uso de sacolas de plástico nos comércios a partir de julho de 2010, conforme foi aprovado em uma votação na Prefeitura da cidade californiana, informou nesta quarta-feira, 23, a imprensa local.

Quando a medida entrar em vigor, os consumidores serão obrigados a utilizar as próprias bolsas para carregar as compras ou a pagar US$ 0,25 para adquiri-las nos estabelecimentos de comércio, em papel ou em material biodegradável.

A iniciativa tem como objetivo reduzir o consumo de plástico nesta cidade, a segunda maior dos Estados Unidos, atrás de Nova York, e evitar que se polua mais o mar, como acontece muitas vezes.

"É a regra mais sensível com o meio ambiente que fizemos", assegurou o vereador Bill Rosendahl.

Los Angeles será a segunda cidade da Califórnia, após San Francisco, a autorizar esta medida. San Francisco aprovou algo similar em 2007.

O objetivo das duas cidades é pressionar os legisladores do estado para que aprovem uma lei que eliminaria o uso das sacolas de plástico de seus territórios a partir de 2012.

Estima-se que Los Angeles consuma 2,3 bilhões de bolsas de plástico ao ano, das que só 5% são recicladas em todo o estado.


(de http://www.estadao.com.br/vidae/not_vid210923,0.htm)

quarta-feira, 23 de julho de 2008

A estrada que causa devastação...

Será que é só lá?

Morosa, BR-163 ainda faz papel de elo com passado
Mauro Zanatta, de Altamira e Novo Progresso (PA)
23/07/2008

Na manhã de uma quarta-feira de junho, no coração da Amazônia, o madeireiro Rusever Oliveira, 43 anos, comanda o ritmo frenético da empilhadeira que separa dezenas de toras de espécies nobres da região. No pátio de sua serraria, em Castelo de Sonhos, distrito de Altamira (PA) de 10 mil habitantes cortado pela BR-163, os troncos derrubados ilegalmente secam sob o sol abrasador e um grosso poeirão. As encomendas vêm de toda parte. Um caminhoneiro de Maringá (PR) reclama do atraso no pedido e um fazendeiro consulta o preço de algumas tábuas. Naquele dia, o metro cúbico do ipê-champanhe era comprado a R$ 150 e vendido a R$ 350 por Rusever.


A 23 quilômetros dali, longe dos negócios madeireiros, o ex-garimpeiro gaúcho Telmo Davies, 57 anos, acabara de estender no varal de casa retalhos de carne bovina cedidos por um fazendeiro vizinho. Rodeado por uma pequena roça de mandioca e meia dúzia de galinhas, Davies ocupa sozinho o primeiro lote do Assentamento Brasília, criado pelo Incra há três anos. Ali, tem apenas a companhia do rádio de pilha e de dois vira-latas. Sem energia elétrica nem água, vive com R$ 150 do aluguel de uma casa em Castelo. Também não tem o título de posse da terra. Cesta básica, bolsa-família e aposentadoria nunca beneficiaram o migrante.


Mais adiante, em Novo Progresso, município de 36 mil habitantes a 150 km no eixo norte da BR, a comerciante Rodemeire de Camargo, 42 anos, sofre, no único e desequipado hospital da cidade, para conseguir o diagnóstico da doença do filho de 16 anos. Para obter um exame de sangue mais preciso, teria que encarar 715 km da quase intransitável rodovia até Santarém ou voltar 600 km até Sinop (MT), trafegando por 360 km em uma estrada recheada de buracos de todos os tamanhos e profundidades.


Desde o primeiro solavanco na rodovia Cuiabá-Santarém, ainda na área urbana de Guarantã do Norte, a 50 km da divisa do "nortão" de Mato Grosso com o sudoeste do Pará, a precariedade da infra-estrutura, dos serviços públicos e a ausência quase total do Estado refletem a situação de abandono da região. A dura realidade dos dez municípios cortados pela BR-163, onde 90% do território é ocupado por reservas florestais, produz um forte contraste quando confrontada com os planos do governo para incentivar o chamado "desenvolvimento sustentável" da Amazônia e brecar o desmatamento ilegal.


Ao longo dos 360 km de crateras e poeirão da BR-163 entre Guarantã do Norte e Novo Progresso, percorridos pelo Valor, é possível ver extensas áreas de pastagem, fazendas cheias de gado nelore, imensas castanheiras queimadas em pé e um intenso vaivém de caminhões de oito eixos abarrotados de toras de madeira. E muito abandono. Em dois dias de viagem, à exceção de uma barreira fiscal próxima à base aérea da Serra do Cachimbo, a reportagem não viu vestígios de presença do Poder Público. Nenhum agente ou veículo oficial foi avistado nesse longo trecho não-pavimentado da rodovia aberta nos anos 70 pela ditadura militar para forçar a ocupação do território. Novo Progresso está na lista dos 36 municípios campeões do desmatamento ilegal, onde a derrubada da mata está embargada.


No início de 2006, o governo federal lançou um ambicioso plano que seria o "novo paradigma de desenvolvimento sustentável" para a Amazônia. O "Plano BR-163 Sustentável", que inclui 73 municípios da área de influência da rodovia, prometia amenizar a precariedade da vida dos moradores ao conjugar asfaltamento da estrada com ações de ordenamento territorial, infra-estrutura, fomento de atividades econômicas sustentáveis, melhoria dos serviços públicos, inclusão social e fortalecimento da cidadania. Dois anos e meio depois, o plano ainda não teve força para virar realidade.


E isso apesar do apoio obtido em 16 audiências públicas realizadas entre 2004 e 2005 com moradores da região, lideranças indígenas, movimentos sociais, ONGs e autoridades de todos os níveis. A resolução de graves problemas sociais, desde a escassez de emprego até a precariedade dos serviços sociais e a infra-estrutura incipiente, ainda parece utopia. "Não é o ritmo que a sociedade quer", admite o coordenador do comitê gestor do plano, Johaness Eck. "Tínhamos a expectativa de funcionar mais rapidamente, mas a ausência prolongada do Estado nos obrigou a fazer um trabalho de base, de ordenamento territorial", afirma Eck, também subchefe-adjunto de Políticas Governamentais da Casa Civil da Presidência da República.


O próprio comitê é sinal da morosidade do plano. Até hoje, os membros não foram todos indicados e nenhuma reunião ordinária aconteceu. "Estamos muito aquém das ações previstas, e a lentidão da pavimentação tem afetado a credibilidade do plano", reconhece Júlio Miragaya, ex-secretário-executivo do plano e coordenador de Planejamento Territorial do Ministério da Integração Nacional. A pavimentação da BR, orçada em R$ 1,1 bilhão até 2011, é prioridade do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).


De avanços substanciais, o governo aponta a criação de 6,8 milhões de hectares de unidades de conservação ao longo da BR e o início do asfaltamento de dois trechos de 20 km pelo Exército até o fim do ano. Ocorre que parte das unidades não tem, como previsto, gestores do Instituto Chico Mendes e as obras na BR só começaram, timidamente, no fim de junho. Houve atraso na liberação de verbas para contratação de pessoal e material de apoio ao Exército. Como as chuvas amazônicas começam em novembro e só dão trégua em junho, resta pouco tempo para avançar. "O plano está quase na estaca zero. O Incra não fez a regularização fundiária e as ações sociais ainda não foram implementadas", reconhece Luiz Antonio Pagot, diretor-geral do Departamento Nacional de Infra-Estrutura de Transportes (DNIT).


A promessa do Incra de determinar as coordenadas geográficas (georreferenciamento) de 7,7 milhões de hectares nas margens da estrada neste ano deve atrasar mais o início do processo de regularização fundiária. Assim, os assentamentos de reforma agrária seguem sem a documentação de posse, o que impede o acesso dos moradores aos serviços básicos. "É sofrido aqui. Não tem água nem luz, que dirá posto de saúde. Se quebrar o braço, tem que ir pro Guarantã [a 210 km]", diz Telmo Davies, que ficou seis meses acampado à beira da BR antes de ganhar o lote de 20 hectares em Castelo.


A situação piorou quando o Ministério Público Estadual interditou uma centena de assentamentos por irregularidades fundiárias e denúncias de corte ilegal da floresta. Davies confirma: "De noite, é caminhão o tempo inteiro. Não pára faz três anos. Só tem ´torero´, mas não tiro a razão de quem vende [a madeira]. A pessoa tem sete filhos para criar e faz o quê? O Incra jogou a gente aqui sem nada. Precisa o Ibama vir aqui".


A grilagem segue corriqueira, gerando violência, pistoleiros e mortes pela posse da terra. O governo admite a necessidade de "implantar o Estado de Direito na região", dada a dimensão do problema. Mas a instalação de delegacias da Polícia Federal e postos da Polícia Rodoviária na região ainda está no campo das promessas. "Aqui a pistolagem manda", diz o catarinense Cleo Almeida Becker, pioneiro de Castelo de Sonhos. Há 16 anos no lugar, dono de uma pousada, ele está de malas prontas. "Vou vender tudo e ir embora porque esse asfalto nunca vai chegar".


Para piorar, foi suspensa a aprovação de novos planos de manejo na região por falta de regularização fundiária. O Ibama repassou a ação à secretaria estadual do Pará. A medida é criticada pelos madeireiros. "Temos trabalhado na ilegalidade porque não temos os planos de manejo. Tem que comprar nota para transportar a madeira porque o plano depende de comprovar a posse da terra", diz Rusever Oliveira, presidente de uma associação de 24 madeireiras dos distritos de Castelo e Cachoeira.


Denúncias de corrupção dos fiscais são comuns. O Ibama também tem dificuldades para criar o chamado Distrito Florestal Sustentável da BR-163, área de 16 milhões de hectares onde seria permitida a exploração de até 6 milhões de m³ de madeira segundo regras mais rígidas. "Até agora só veio a parte ruim do plano, a repressão", diz Adriano Ferreira, secretário-executivo do Sindicato das Madeireiras do Sudoeste do Pará (Simaspa). "O governo precisa incentivar o manejo aprovando os planos. Ele ataca a conseqüência, e não a causa do problema, que é a ausência de Estado com infra-estrutura e regularização fundiária".

(da ValorOnLine - http://www.valoronline.com.br/valoreconomico/285/primeirocaderno/especial/Morosa+BR-163+ainda+faz+papel+de+elo+com+passado,08237,,59,5053976.html)

A praga de ratos quando da florada do bambú não ocorre apenas aqui...

...

Vejam, na Índia:
Praga de ratos devasta plantações em Estado indiano

Invasão está ligada a fenômeno que se repete a cada 48 anos.

- Autoridades do Estado de Mizoram, no nordeste da Índia, dizem que uma praga de ratos já destruiu quase todas as plantações de cereais da região.

Segundo as autoridades, a praga já está no terceiro ano, mas os ratos continuam a se multiplicar, se alimentando de bambu.

A última vez que uma praga de ratos atingiu a região de Mizoram, nos anos 60, a fome em massa provocou uma rebelião armada que durou cerca de 20 anos.

Mas, dessa vez, segundo o correspondente da BBC em Calcutá Subir Bhaumik, as autoridades indianas foram rápidas em levar comida para os atingidos.

A cada 48 anos

A secretária de Agricultura de Mizoram, Helen Rammawi, disse à BBC que a produção de alimentos no Estado caiu 90% nos últimos dois anos.

Segundo ela, a colheita de arroz e milho pode ser ainda pior, com uma produção de apenas 5% do montante normalmente colhido.

A praga de ratos acontece a cada 48 anos durante um fenômeno chamado Mautam, quando os bambus - que cobrem 30% do Estado - florescem. Os ratos, que se alimentam dos bambus, se multiplicam várias vezes.

Depois de atacarem os bambus, os animais começam a devorar as plantações.

Segundo a tradição local, o Mautam geralmente passa depois de dois anos, quando os ratos começam a ficar sem comida. Mas, dessa vez, os bambus ainda estão florescendo no terceiro ano, e os ratos estão em toda parte.

Para o especialista em Mautam James Lalsiamliana, isso é pouco comum e também perigoso. Ele diz que a praga já se espalhou para o Estado de Manipur e para o país vizinho de Bangladesh. BBC Brasil
(de http://www.estadao.com.br/geral/not_ger210689,0.htm)

Conviver com a fauna nativa...

...é bonito! Lembra-me da ignorância dos que caçam tatus em Anitápolis... Porque não aprendem a conviver com os tatuzinhos? Criem galinhas para comer!

Macacos-prego invadem casas para comer em Rosana-SP

Segundo técnico da prefeitura, os cerca de 30 macacos convivem pacificamente com os moradores

JOSÉ MARIA TOMAZELA - Agencia Estado

SOROCABA, SP - Grupos de macacos-prego começaram a invadir as ruas e casas do Distrito de Porto Primavera, em Rosana, no Pontal do Paranapanema, extremo oeste de São Paulo. Em busca de alimentos, os macacos-prego saem da mata, entram nas residências e até abrem geladeiras. Os moradores convivem pacificamente com os macacos, segundo o técnico de Meio Ambiente da prefeitura Alan Queiroz de Lima.

Foto: Divulgação

"Não registramos nenhum caso de ataque às pessoas e nem aos bichos." São cerca de 30 animais, segundo a Polícia Ambiental. Eles vivem em três bosques que circundam a área urbana e, nesta época do ano, por causa da seca e da escassez de comida, intensificam as incursões pela cidade. "Um deles se pendurou no meu varal, depois entrou na copa e abriu a geladeira", afirmou a moradora Maria Tereza de Lima. O primata fugiu levando um pote de iogurte. Viajantes que passam pela rodovia de acesso ao distrito são obrigados a reduzir a velocidade para não atropelar os pequenos símios.

Foto: Divulgação

Muitos param para ver os macacos. "Virou uma atração turística da cidade", disse Lima. Segundo ele, as matas onde os animais vivem são consideradas reservas ecológicas dentro da cidade. "São áreas preservadas, e os animais saem porque os moradores oferecem comida." É comum, de acordo com o técnico de Meio Ambiente da prefeitura, donas de casa colocarem frutas e bolachas em tabuleiros, nos quintais, para atrair os macacos.



(de http://www.estadao.com.br/geral/not_ger210215,0.htm)

Se é preciso meeesmo produzir carvão...

...que nunca seja da mata nativa. Façamos de eucalipto, de reflorestamento. E da maneira apropriada:

A máquina que faz carvão

Desenvolvida no PR, ela impede a liberação de gases tóxicos no ambiente e exige mão-de-obra especializada

Evandro Fadel - O Estado de S.Paulo

- Um sistema de produção de carvão vegetal deve aposentar os tradicionais fornos de alvenaria, volta e meia apontados como responsáveis por parte da poluição ambiental, doenças respiratórias e trabalho escravo. Composto por fornos, queimadores de fumaça poluente e estufas de secagem, o novo sistema permite redução acentuada na emissão de gases do efeito estufa e alcatrão.

O sistema foi desenvolvido pela Bricarbras, de Jaguariaíva (PR). ''No forno tradicional, para cada tonelada de carvão emitem-se de 50 a 60 quilos de metano; no nosso sistema, 59 quilos de metano correspondem a 800 toneladas de carvão'', diz uma das responsáveis pela empresa, Janete Tomelin.

A Unidade de Produção de Carvão (UPC) é composta por oito fornos feitos com material isolante, que não permite perda de calor. Cada um tem três cilindros metálicos, com capacidade individual para 6,4 metros cúbicos de madeira. Uma grelha de ferro fundido na parte inferior faz com que o calor circule no interior do cilindro e transforme madeira em carvão.

A fumaça é conduzida por dutos para um queimador, onde são destruídos termicamente o metano, o dióxido de carbono e o alcatrão, entre outras substâncias. ''Isso torna o processo limpo'', afirma Janete.

Os gases quentes do processo de carbonização são direcionados para uma estufa, onde, agregado a pulsos de microondas, ajudam na secagem da madeira que será utilizada na nova fornada. O sistema permite que a madeira esteja pronta para ir aos cilindros em cerca de 40 horas. Ao ar livre, levaria entre 60 e 90 dias.

Nos fornos tradicionais, a madeira queima por cinco dias até virar carvão. Depois são necessários mais sete dias para resfriar, antes de o funcionário enfrentar as partículas e a fumaça para retirá-lo. No novo sistema, o carvão fica pronto em 8 horas, e leva 12 horas para esfriar. A retirada é mecanizada, sem emissão de fumaça.

INFORMAÇÕES: Bricarbras, tel. (0--43) 3535-7047


(de http://www.estadao.com.br/suplementos/not_sup210471,0.htm)