quinta-feira, 3 de março de 2011

Mineração e destruição

Alerta aos que apóiam a mineração:


Mineração e destruição

Publicado em março 3, 2011 por HC
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“De pouco em pouco estão encurtando nosso espaço na comunidade. Minha bisavó sempre residiu em Itapicuru, tem 104 anos, e hoje fica triste com o que estão fazendo na nossa serra”, desabafou Claudiana dos Santos Pereira, morada da comunidade de Itapicuru, no município baiano de Jacobina. Sua declaração engrossa a lista de denúncias sobre a exploração mineral no estado da Bahia e teve eco no Encontro de Atingidos e Atingidas pela Mineração, realizado pela CPT BA, nos dias 24 e 25 de fevereiro, em Salvador.
Claudiana falou com detalhes sobre os impactos ao meio ambiente e à saúde das pessoas que vivem nas comunidades de Itapicuru, Canavieira e Jabuticaba, causados pela exploração do ouro comandada hoje pela Yamana Gold, em Jacobina. Segundo ela, as violações de direitos geralmente começam já no processo de implantação das empresas, que para convencer a população fazem promessas de geração de empregos, construção de escolas, quadras poliesportivas, estradas, postos de saúde, enfim dizem que estão levando o progresso para a região. Aliado a isto, a falta de informações por parte das comunidades sobre a exploração mineral.
As conseqüências geradas pela exploração mineral vão desde a contaminação da água e do solo, morte das nascentes, poluição sonora, devastação da mata, até a extinção das comunidades e esfacelamento das relações sociais.
Além de Claudiana, Florisvaldo Cardoso, da comunidade Gameleira, em Caitité – BA também contou sobre os problemas causados pela mineração em sua comunidade. Ele mora a um quilômetro da mina de urânio, em Caitité – BA. “Nossas casas estão cheias de rachaduras. Vivemos toda vida aqui e nunca isso aconteceu. Agora, depois da mina…”, falou Florisvaldo. As detonações na mina causam as rachaduras nas casas. Quando a comunidade questiona às Industrias Nucleares do Brasil – INB, que explora a mina de urânio na região, a resposta é sempre a mesma. “Eles dizem que o problema é a terra fraca e a qualidade dos pedreiros”, revela.
A contaminação da água foi outro ponto apresentado por ele. “A gente não sabe se a água está boa ou não. Chega um órgão e diz que está contaminada. Chega outros mais alto e diz que está boa. Quando a empresa leva água pra gente, carrega no mesmo caminhão que leva a contaminada. Se bota comida boa no cocho pra porco, ela é boa?” pergunta Florisvaldo.
As experiências de resistência e luta contra as empresas de mineração e os impactos da atividade de exploração mineral nos estados de Minas Gerais, Pará e Ceará também integraram o encontro, que foi assessorado pelo membro do Movimento pelas Serras de Águas de Minas, Gustavo Gazzinelli. O ambientalista deu uma visão mais ampla dos problemas da mineração, destacando os vários mitos que envolvem a questão.
Na tarde do primeiro dia, 24, participaram do encontro o Superintendente do Departamento Nacional de Pesquisa Mineral – DNPM, Teobaldo Rodrigues; o diretor do Instituto do Meio Ambiente – IMA, Pedro Ricardo Silva Moreira; o membro da Companhia Baiana de Pesquisa Mineral, Ernesto Alves. A crença na “casadinha” mineração e progresso norteou a apresentação dos representantes dos órgãos do governo estadual. Ruben Sampaio participou representando o Grupo Ambientalista da Bahia – Gambá e questionou a falta de uma política de exploração mineral no estado da Bahia. O debate com este grupo revelou que ainda é preciso caminhar muito no diálogo com o Estado.
Sexta, 25, último dia do encontro, os trabalhos foram pautados pelo aprofundamento dos instrumentos jurídicos que incidem sobre a mineração. O Ministério Público, através da promotora Luciana Khoury contribui com alguns esclarecimentos sobre as questões legais. A discussão e definição de estratégias das organizações populares para enfrentar os mega projetos de mineração e os impactos causados por eles encerram o encontro.
Claudiana que participou das reflexões e definições do encontro e volta para Jacobina ainda lamentando pelo filho que não pode tomar mais banho nos rios e cachoeiras de sua comunidade, mas com novo folêgo para continuar na luta.
Reportagem da CPT Bahia | Comissão Pastoral da Terra – Regional Bahia, publicada peloEcoDebate, 03/03/2011

quarta-feira, 2 de março de 2011

Reserva legal: preservando mananciais, nascentes, olhos-d'água....

Isto tem que ser divulgado! Como faço aqui e faz a Mari Lee em http://raizasas.blogspot.com/2011/03/pequenos-produtores-mostram-as.html


Pequenos produtores mantêm reserva legal (e lucro)

Eles recuperaram ou preservaram área de mata exigida pelo Código Florestal, com vantagens ambientais e econômicas

02 de março de 2011 | 15h 00 
Leandro Costa e José maria Tomazela



Epitacio Pessoa/AE
Epitacio Pessoa/AE
João Carlos Wincler em sua propriedade, em Capela do Alto (SP)
O agricultor João Carlos Wincler estava a ponto de desistir da lavoura e da criação de gado de leite no Sítio da Alvorada, em Capela do Alto (SP). O terreno é declivoso e a cada chuva ele via brotar a erosão, que abria sulcos no mandiocal e acabava com o pasto. "A mina de água secou e tivemos de dar água da torneira para o gado." Wincler e os três irmãos herdaram do pai a propriedade de 14,5 hectares e não tiveram o cuidado de evitar que o gado pisoteasse a pequena mata do sítio. A capoeira de 3,6 hectares estava sendo dizimada, além da erosão.


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Há quatro anos, eles aderiram ao programa estadual de microbacias e receberam a visita do agrônomo Antonio Vieira Campos, da Casa da Agricultura local. "Ele mandou cercar a mata para o gado não entrar e recomendou que recuperássemos a área degradada."


Com equipamentos do programa, foram construídas duas bacias de contenção na parte de cima do terreno. Na parte mais sujeita às enxurradas foram plantadas touceiras de bambu e outras espécies de crescimento rápido. Os resultados logo surgiram. Sem o gado comendo os brotos e plantas novas, a mata encorpou. A mina voltou a jorrar. "É uma água tão boa que a gente enche os galões para beber." O pasto passou a produzir mais e a produção de leite melhorou.


O melhor mesmo foi recuperar a mina. O veio de água tornou-se permanente e, além de abastecer gado e lavoura, encorpa o riacho que atende às propriedades vizinhas. Pequenos produtores de abobrinha e outras hortaliças usam a água para irrigação. "Do jeito que estava indo, o sítio ia acabar", diz José Carlos, que não se importa de destinar à reserva legal mais de 20% da área do sítio. "Quando passamos a cuidar da mata, tudo melhorou, até a lavoura."


Em Apucarana


Quando regularizou a situação da sua propriedade, em Apucarana (PR), há três anos, o cafeicultor Paulo Fenato perdeu 3, de 38 hectares de cultivo. Para recompor a área de reserva, arrancou 3.500 pés de café. Fenato não se sente punido, porém. "Foi necessário. Não só porque a lei pede, mas porque a preservação dos recursos naturais depende disso", diz ele, cuja propriedade está na bacia do Rio Pirapó, que, além de Apucarana, abastece municípios da região central do Paraná, como Maringá.


Compensar a redução na área de plantio não está sendo tão difícil. Com técnicas avançadas em uma pequena parcela da propriedade ele já igualou a produção anterior. "Substituí o plantio convencional pelo adensado em 2 hectares e já recuperei a perda. Se antes eu plantava 550 pés/hectare, agora planto 4.100 no mesmo espaço." Fenato pretende multiplicar a produtividade nos próximos anos, estendendo o adensamento para toda a lavoura.


Em relação às vantagens de preservar, Fenato diz: "A paisagem mudou. Depois que reflorestei minha propriedade ela voltou a ter vida, com bichos e pássaros", diz. Ele frisa a importância da preservação. "Quanto mais a natureza sofrer, mais nós, produtores, sofreremos". Para preservar as mata ciliares e manter a reserva legal, ele recebe da Prefeitura de Apucarana um prêmio mensal de R$ 562. Junto com outros 68 produtores, ele integra o Projeto Oásis Apucarana, da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Turismo, que visa a incentivar a conservação das matas em torno dos Rios Pirapó e Tibagi, que banham a região.


Também em Apucarana, o sojicultor Satio Kayukawa diz que nunca contou com os 9 hectares de área de preservação de seu sítio. Quando comprou a propriedade de 36 hectares, no fim da década de 1980, ela já possuía essas áreas de reserva e só mexeu nelas para substituir 1.800 eucaliptos por árvores nativas.Há, dentro da propriedade, seis nascentes, que ele diz cuidar com zelo. "Elas são minha garantia de água boa." O investimento em variedades de soja mais produtivas permitiu ao produtor tocar a propriedade sem expandir a área de plantio, de 17 hectares.
Casa Branca


Em Casa Branca (SP), o agricultor Odair Mira investe em uma área de reserva legal no sítio no qual é sócio com o irmão. "Não quero ter problemas com a lei e, além disso, sempre adotei práticas conservacionistas, como curvas de nível", diz Mira, que possui 48 hectares e cultiva milho e feijão. Para preservar 20% da área, ele abriu mão de parte do pasto, agregando-o a um trecho de mata. "Retirei os animais e cerquei a área. Fiz um projeto de reflorestamento, mas ainda não sei quanto vou gastar." Ele conta que há seis anos, dentro do programa de microbacias do governo estadual, obteve R$ 5 mil de financiamento para investir na preservação. "Comprei calcário, cerca, arame, mourão, mudas, tudo com recursos desse projeto. Plantei 500 mudas que hoje ajudam a compor a área de reserva", diz. "Nunca mais tive problema com erosão."


Mesmo sabendo que a reserva não dará retorno imediato, ele acredita que o investimento trará outro ganho, já que o sítio está em área de microbacia e é cortado por um córrego que ajuda no abastecimento de água de vários produtores. "Na seca, o córrego some", diz. "A reserva deve nos ajudar a ter água o ano todo." Na região, muitos produtores cultivam feijão e adotam a irrigação por pivô. Mira acredita, porém, que 20%, para um pequeno produtor, é muita coisa. "Se plantando alguma coisa já é difícil ter lucro, imagine abrir mão de 20% de área? Não adianta só o produtor preservar a mata. Cada um precisa fazer a sua parte."/Colaborou Fernanda Yonea

Tópicos: , Vida, Planeta

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

MPF/SC quer coibir construções que criem risco à preservação ambiental às margens do Rio Itajaí-Açu

MPF/SC quer coibir construções que criem risco à preservação ambiental às margens do Rio Itajaí-Açu | Portal EcoDebate: 


Publicado em fevereiro 18, 2011 por HC
Rio é considerado o mais importante do Vale do Itajaí
O Ministério Público Federal em Santa Catarina (MPF/SC) propôs ação civil pública, a fim de que a Justiça proíba ocupações, futuras invasões, devastações, aterros, desmatamentos, construções e demais ações que criem risco à preservação ambiental às margens do Rio Itajaí-Açu, considerado o rio mais importante do Vale do Itajaí.
Proposta contra a União, o Estado de Santa Catarina, o Instituto Nacional do Meio Ambiente e dos Recursos Renováveis (Ibama), a Fundação do Meio Ambiente (Fatma), além dos Municípios de Blumenau, Gaspar, Ilhota, Itajaí e Navegantes, a ação é assinada pelo procurador da República em Blumenau João Marques Brandão Neto.
Entre os pedidos, o MPF requer que a União condicione a concessão de ocupações, aforamentos e enfiteuses (uma forma de arrendamento) à proibição do beneficiário de desmatar, aterrar ou edificar qualquer obra na área de preservação permanente em questão. O procurador requer, ainda, que sejam demarcadas, nas duas margens do Rio Itajaí-Açu, a cada quilômetro, as áreas de preservação permanente e que os réus sejam condenados a exercerem contínua fiscalização nas terras de marinha e nas áreas de preservação permanente existentes junto ao Rio Itajaí-Açu. Além disso, que sejam condenados a se absterem de expedir quaisquer licenças ou alvarás de construção/reforma/ampliação que impliquem desmatamento ou aterro das áreas objeto da presente ação.
Para o procurador, a ocupação irregular às margens do Rio Itajaí-Açu tem recebido, na maioria das vezes, a chancela dos entes públicos, que licenciam, por exemplo, cortes de vegetação nativas e terraplanagem em áreas de APP. Conforme Brandão, “tal ocupação, destruição e falta de zelo são fatos notórios”.
Para coibir a degradação e proteger o rio Itajaí-Açu, o MPF catarinense ingressou com diversas ações, como a que objetiva pôr fim ao lançamento de esgotos no recurso hídrico (2008.72.05.002970-2) e a que discute a demarcação exata do domínio da União na parte do Rio que corta Blumenau (2007.72.05.003573-4), além de outras em que o MPF requer a demolição de construções irregulares no local (2008.72.05.002349-9 e 2008.72.05.001801-7).
Na inicial, o MPF questiona novamente a ilegalidade da legislação do Município de Blumenau e do Estado catarinense que vão de encontro à legislação federal. Conforme o Código Florestal (Lei nº 4.771/1965), a área de preservação permanente objeto da presente ação compreende uma faixa que vai de 100 a 150 metros contados da margem do rio. Porém, menos restritivo que a lei federal, o Código Estadual do Meio Ambiente (Lei nº 14.675/2009) prevê 60 metros de APP no caso do Rio Itajaí-Açu. Menos restritiva ainda é a Lei Complementar Municipal de Blumenau nº 142, que prevê a proteção das margens em apenas 45 metros.
ACP nº 5000362-95.2011.404.7205
Fonte: Procuradoria da República em Santa Catarina
EcoDebate, 18/02/2011
E em Anitápolis? As margens do rio do Povoamento e de seus afluentes são ocupadas por casas! Vamos esperar uma tragédia acontecer? As pessoas não sabem o que pode acontecer, não conhecem a lei! As autoridades têm o dever de coibir a ocupação irregular!

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

ALERTA: CONHECIMENTO ECOLÓGICO TRADICIONAL ESTÁ SE PERDENDO EM SC!

Este conhecimento pode vir aser fonte de renda para agricultores no futuro...


Agricultores do oeste catarinense estão perdendo o conhecimento tradicional sobre as espécies nativas da região. Esse é um dos alertas de uma pesquisa reconhecida com o Prêmio Valorização da Biodiversidade de Santa Catarina, promovido pela Fundação de Apoio à Pesquisa Científica e Tecnológica do Estado de Santa Catarina (Fapesc). O estudo foi desenvolvido por Elaine Zuchiwschi durante seu mestrado junto ao Programa de Pós-Graduação em Recursos Genéticos Vegetais da UFSC. Elaine foi vencedora na categoria Roberto Miguel Klein, como estudante de pós-graduação, e recebeu o prêmio na abertura do I Seminário de Valorização da Biodiversidade Vegetal de Santa Catarina, realizado no final do ano passado.
No trabalho Elaine avaliou o conhecimento e o uso efetivo, atual e passado de espécies vegetais das florestas Estacional Decidual e Ombrófila Mista por agricultores familiares da região Oeste de Santa Catarina. Com a participação de 42 produtores rurais da cidade de  Anchieta, o estudo levantou o conhecimento e o uso de plantas nativas da região. Além de realizar entrevistas, Elaine foi a campo com os agricultores, identificando espécies e seus usos. A pesquisadora percebeu que os participantes acima de 40 anos têm um maior conhecimento das espécies do que os mais jovens. “Os dados sugerem que existe um processo gradual de perda das condições de transmissão do conhecimento tradicional, com risco de erosão do conhecimento acumulado”, chama atenção Elaine. Segundo ela, esse cenário está relacionado ao abandono do uso das espécies nativas. As causas são os custos elevados e a burocracia para utilização legal da vegetação.
 Legislação em SC - Para retirar 20 árvores nativas da floresta, ou 15m³ de galhada de árvore para obter lenha, o agricultor catarinense com até 30 hectares de terra precisa apresentar, entre outros documentos, um projeto elaborado por um técnico, uma averbação de Reserva Legal na escritura do imóvel e uma planta topográfica que mostre a localização desse imóvel. O estudo premiado ressalta que estas obrigações fazem com que as comunidades substituam o uso de árvores nativas pelo plantio e utilização de espécies florestais exóticas. O trabalho de Elaine reforça o que outras pesquisas sobre as florestais secundárias no estado já haviam diagnosticado: a limitação ao uso e manejo dos recursos naturais como estratégia para a preservação ambiental tem resultados contrários ao pretendido. Isso porque a restrição passa a ser vista como inconveniente pelos agricultores, comprometendo a transmissão oral dos conhecimentos sobre as espécies.
Conseqüências - O uso da madeira em construção e de lenha como combustível são as atividades mais atingidas com a redução do uso das 132 espécies nativas identificadas na região. Entre os agricultores entrevistados, apenas sete utilizam madeiras de espécies nativas em construções e 21 deles estão substituindo estas plantas por exóticas. “O resultado contrário à preservação é visível nesses casos. As árvores exóticas são plantadas em áreas abandonadas de agricultura para evitar a regeneração da floresta nativa, que traz aos agricultores restrições para o futuro uso da terra e dos recursos”, descreve a pesquisadora em relatos de seu estudo. Segundo ela, os entrevistados continuam usando plantas nativas para lenha, ainda que a variedade dessas espécies seja menor. Em Anchieta, o fogão a base de lenha é usado por 92% dos entrevistados, que empregam nele madeira nativa. Para que o conhecimento e o uso das espécies tradicionais da região não se percam, Eliane sugere uma revisão das políticas ambientais, para simplificar o acesso legalizado às espécies nativas mais utilizadas no dia a dia dos agricultores. Recomenda também o desenvolvimento de estratégias de conservação e uso das florestas a partir da união entre conhecimento científico, tradicional e local. “O envolvimento das comunidades rurais é fundamental nas etapas de planejamento e implementação dos projetos”, salienta a pesquisadora, engenheira da Fundação do Meio Ambiente (Fatma).

(do Jornal Absoluto de 14/02/2011: http://www.jornalabsoluto.com.br/)

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Protejam os TATUS!

Sei que em Anitápolis há gente que caça tatus. Certa ocasião encontrei um tatu ferido no trecho asfaltado da rodovia. Antes eu havia passado por cães. Caçar tatus ou qualquer exemplar da fauna silvestre É CRIME! DENUNCIE!

Vejam:

Crime ambiental

PM apreende armadilhas para captura de animais silvestres em Antonina (PR)

31 de janeiro de 2011

Policiais Militares que atuam na Operação Viva o Verão Costa Leste, pertencentes ao Batalhão de Polícia Ambiental, apreenderam na tarde desta terça-feira (25), diversas armadilhas para captura de animais silvestres, durante patrulhamento a pé nas trilhas abertas por caçadores e palmiteiros que atuam na região da Área de Preservação Permanente da Mata Atlântica, na cidade de Antonina (PR).
A equipe de  policiais deslocou em patrulhamento pela região conhecida como Faisqueira, no intuito de fiscalizar delitos ambientais. Após mais de seis horas de patrulhamento a pé conseguiram encontrar um homem que observando a aproximação dos policiais fugiu do local abandonando suas ferramentas de caça.
Foram apreendidos uma espingarda calibre 32 carregada, um saco,  que continha, doze pitos de nylon e um de arame (armadilhas comumente utilizada na região para a captura de tatus), e um do alforje de couro, onde foram encontrados três frascos de pólvora, dois frascos de chumbo, setenta e cinco espoletas CBC, instrumentos para recarga de cartuchos e um estilingue além de treze cartuchos calibre 32 intactos e cinco deflagrados.
Todo o material foi encaminhado para a 7ª Delegacia Regional de Polícia em Antonina para a apuração do ilícito através de instauração de inquérito policial.
O Batalhão de Polícia Ambiental informa que o tatu é um mamífero que possui uma espécie de carapaça (armadura) que cobre e protege seu corpo. Trata-se de um animal nativo das matas do Paraná, e sua preservação é essencial para o ecossistema local, o qual infelizmente tem sido vítima de caçadores profissionais da região.
A Lei de Crimes Ambientais Lei nº 9.605/98, onde fica especificado no Art. 29  que matar,  perseguir,  caçar,  apanhar,  utilizar espécimes da fauna silvestre, nativos ou em rota migratória é crime e resulta em detenção de seis meses a um ano, e multa.
Em casos de denúncias o Batalhão de Polícia Ambiental informa para que se ligue para disque denúncia da Força Verde pelo telefone 0800 643 0304. A ligação é gratuita e a pessoa não precisa se identificar.
Fonte: Bem Paraná

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Diagnóstico de um rio: jornal percorre 40 dos 88 quilômetros do rio Cubatão do Norte (SC)

Geral | 04/12/2010 | 15h00min

A Notícia percorre cerca de 40 dos 88 quilômetros do rio Cubatão

O rio abastece 70% da água que Joinville consome

Taísa Rodrigues | taisa.rodrigues@an.com.br
Respire fundo. Sinta a energia da natureza e embarque nesta aventura. Você vai conhecer o rio Cubatão, que abastece 70% da água que Joinville consome. "A Notícia" percorreu cerca de 40 dos 88 quilômetros do rio e mostra que ele, na verdade, está dividido em dois trechos: um limpo e outro poluído.

Na descida, é possível contemplar a beleza da mata atlântica e, ao mesmo tempo, perceber que o desmatamento também sobe a serra e que a ação do homem está diretamente ligada à poluição da água.

Além da equipe de "AN", embarcaram na viagem o geógrafo da Fundação Municipal do Meio Ambiente (Fundema) Rafael Bendo e o trio responsável pelo equipamento e pelo apoio durante o trajeto - o empresário Alexandre Matteí, o corretor Moacir Conradi e o funcionário público Sidnei Roberto Bruske.
Veja no mapa a as condições da água ao longo do Cubatão

A AJUDA QUE VEM DOS MORADORES

Todos os dias, o marceneiro Milson Dias, 53 anos, vai até o rio Seco, nos fundos de casa, para ver como está a encosta de um dos afluentes do Cubatão. Dedicado e preocupado com o meio ambiente, Milson mima e cuida com carinho as árvores frutíferas que plantou para preservar a área.

Desde 2005, ele conta com uma ajuda da Fundema para reflorestar a encosta. Segundo o marceneiro, há cinco anos choveu pouco na região de Pirabeiraba e a água do rio Seco diminuiu bastante.

— As pedras apareceram e várias pessoas mandaram caminhões para carregá-las e tirá-las do leito do rio. É um absurdo —, diz.

Depois de presenciar uma destas cenas, Milson decidiu procurar a Fundação 25 de Julho. A unidade tem parceria com a Fundema no programa SOS Nascentes, que reúne quatro projetos que têm como proposta assegurar a qualidade ambiental em áreas rurais para preservar rios e garantir o abastecimento.

O marceneiro abraçou a causa. Inscrito no Programa de Compensação Financeira Ambiental de Recuperação da Mata Ciliar do SOS Nascentes, recebe cerca de R$ 250 por mês da Fundema e mudas da fundação para plantar e cuidar em uma área de aproximadamente 11 mil m2. A encosta, antes só de pedras, agora tem terra firme e plantas frutíferas.

— Tem ameixa, pêra, cerejeira, amora, goiaba. Está a coisa mais linda. Depois que cria o hábito, não dá para parar de plantar —, garante Milson.

Quase 90 famílias já recuperaram algum trecho da encosta e 18 delas já receberam ajuda financeira para desenvolver o programa.

— A população tem de entender que a preservação ambiental influencia diretamente na qualidade da água —, explica o geólogo da Fundema, Rafael Bendo.

BELEZAS, ESFORÇO E DEVER CUMPRIDO

Quando surgiu a ideia de descer o rio Cubatão de caiaque pensei: vai ser demais! Mas organizar a equipe e as pessoas que nos levariam nesta aventura não foi uma tarefa fácil. A pauta começou a ser planejada em junho, mês em que foi executada a primeira parte. Em novembro, ocorreu a segunda etapa, finalizando o trajeto de quase 40 km.

Jamais imaginaria que conheceria o rio até o fim. Foram muitas descobertas e surpresas. Ver um rio que começa limpo e termina sujo, feio e poluído dói no coração e na consciência. Tudo é resultado da ação do homem, e eu ainda acredito que as coisas podem mudar.

No começo da aventura, foi só ansiedade. Eu e o fotógrafo Rogerio da Silva ríamos de tudo. Acho que era nervosismo. O pessoal que nos acompanhou nesta primeira etapa é bem descontraído. O ar puro, o céu azul, a água fresquinha...

Na segunda etapa, com o fotógrafo Pena Filho, o dia estava nublado e foi bem mais cansativo. Remamos por quase seis horas e, como no canal a água é parada, tínhamos que nos esforçar mais, senão a gente não saía do lugar. Eu estava no caiaque com o empresário Alexandre Matteí e, ao passar pela barragem, ele furou. Tivemos de parar duas vezes para encher, sem contar que entrou água e ficou mais pesado.

No fim, quase ninguém falava mais. Só observava e analisava aquela água densa, marrom e com cheiro nada agradável. Finalmente chegamos na baía da Babitonga. Nessa hora, a gente nem conseguia mais remar.

Mesmo com os braços doloridos por causa dos movimentos repetitivos para remar, pude perceber a importância do rio Cubatão para Joinville.

PROJETOS

Educação ambiental
Ações pontuais na comunidade.

Saneamento rural
A Fundema doa materiais para o proprietário rural implantar sistema de fossa e filtro. Cerca de 1,2 mil unidades já foram construídas.

Fiscalização
No pórtico do Quiriri, tem um posto de fiscalização onde é feito o controle de caminhões com material de construção para coibir construções irregulares e proibir o roubo de palmito e a caça.

Reflorestamento
A Fundação 25 de Julho doa mudas nativas e presta assistência técnica para a recuperação de áreas de preservação.


Confira vídeo com parte da aventura 
AN.COM.BR


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quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Ministério Público deveria atentar para derrame de esgoto doméstico em rios.

Rio dos Sinos

MP estuda responsabilizar prefeituras por morte de peixes no RS

02 de dezembro de 2010

O Ministério Público estuda a possibilidade de responsabilizar criminalmente as prefeituras do Vale do Paranhana, na região sul do Rio Grande do Sul, que não têm saneamento básico adequado e despejam o esgoto diretamente no rio dos Sinos. O MP acredita que a mortandade de peixes provocada pela falta de oxigênio na água, registrada na última quarta-feira (1º), pode ter sido causada pela poluição. As informações são do site Correio do Povo.
O titular da Promotoria Regional de Defesa do Meio Ambiente, Daniel Martini, e a delegada de Defesa do Meio Ambiente, Elisângela Reghelin, vão se reunir na manhã desta quinta-feira (2) com a promotoria de Sapiranga para discutir o assunto.
A Patrulha Ambiental da Brigada Militar navegava pelo rio dos Sinos na manhã desta quinta para tentar detectar os locais onde há lançamento de esgoto. Na quarta, a BM delimitou o trecho crítico de falta de oxigênio que causou a mortandade de peixes verificada durante no local.
Antes e depois do trecho, o nível de oxigênio estava normalizado. Isso leva a crer, segundo Daniel Martini, que a chuva da segunda e terça-feira “lavou” o esgoto pluvial e cloacal das cidades mais altas do Vale do Paranhana, formado por Igrejinha, Parobé, Riozinho, Rolante, Taquara e Três Coroas.
Em Sapiranga, medições indicaram índice de 0,4 ml de oxigênio por litro de água, enquanto o normal para a região varia de 5 a 6 mg/l. O Ministério Público contratou um laboratório para confirmar as causas da morte dos peixes. O mínimo para sobrevivência deles é de 2 mg/l.
O rio dos Sinos, juntamente com o Gravataí, está entre os três mais poluídos do Brasil. Os dois perdem apenas para o rio Tietê, em São Paulo.