sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011
MPF/SC quer coibir construções que criem risco à preservação ambiental às margens do Rio Itajaí-Açu
segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011
ALERTA: CONHECIMENTO ECOLÓGICO TRADICIONAL ESTÁ SE PERDENDO EM SC!
segunda-feira, 31 de janeiro de 2011
Protejam os TATUS!
Vejam:
Crime ambiental
PM apreende armadilhas para captura de animais silvestres em Antonina (PR)
31 de janeiro de 2011
segunda-feira, 6 de dezembro de 2010
Diagnóstico de um rio: jornal percorre 40 dos 88 quilômetros do rio Cubatão do Norte (SC)
Geral | 04/12/2010 | 15h00min
A Notícia percorre cerca de 40 dos 88 quilômetros do rio Cubatão
O rio abastece 70% da água que Joinville consome
Taísa Rodrigues | taisa.rodrigues@an.com.br
Respire fundo. Sinta a energia da natureza e embarque nesta aventura. Você vai conhecer o rio Cubatão, que abastece 70% da água que Joinville consome. "A Notícia" percorreu cerca de 40 dos 88 quilômetros do rio e mostra que ele, na verdade, está dividido em dois trechos: um limpo e outro poluído.
Na descida, é possível contemplar a beleza da mata atlântica e, ao mesmo tempo, perceber que o desmatamento também sobe a serra e que a ação do homem está diretamente ligada à poluição da água.
Além da equipe de "AN", embarcaram na viagem o geógrafo da Fundação Municipal do Meio Ambiente (Fundema) Rafael Bendo e o trio responsável pelo equipamento e pelo apoio durante o trajeto - o empresário Alexandre Matteí, o corretor Moacir Conradi e o funcionário público Sidnei Roberto Bruske. Veja no mapa a as condições da água ao longo do Cubatão
A AJUDA QUE VEM DOS MORADORES
Todos os dias, o marceneiro Milson Dias, 53 anos, vai até o rio Seco, nos fundos de casa, para ver como está a encosta de um dos afluentes do Cubatão. Dedicado e preocupado com o meio ambiente, Milson mima e cuida com carinho as árvores frutíferas que plantou para preservar a área.
Desde 2005, ele conta com uma ajuda da Fundema para reflorestar a encosta. Segundo o marceneiro, há cinco anos choveu pouco na região de Pirabeiraba e a água do rio Seco diminuiu bastante.
— As pedras apareceram e várias pessoas mandaram caminhões para carregá-las e tirá-las do leito do rio. É um absurdo —, diz.
Depois de presenciar uma destas cenas, Milson decidiu procurar a Fundação 25 de Julho. A unidade tem parceria com a Fundema no programa SOS Nascentes, que reúne quatro projetos que têm como proposta assegurar a qualidade ambiental em áreas rurais para preservar rios e garantir o abastecimento.
O marceneiro abraçou a causa. Inscrito no Programa de Compensação Financeira Ambiental de Recuperação da Mata Ciliar do SOS Nascentes, recebe cerca de R$ 250 por mês da Fundema e mudas da fundação para plantar e cuidar em uma área de aproximadamente 11 mil m2. A encosta, antes só de pedras, agora tem terra firme e plantas frutíferas.
— Tem ameixa, pêra, cerejeira, amora, goiaba. Está a coisa mais linda. Depois que cria o hábito, não dá para parar de plantar —, garante Milson.
Quase 90 famílias já recuperaram algum trecho da encosta e 18 delas já receberam ajuda financeira para desenvolver o programa.
— A população tem de entender que a preservação ambiental influencia diretamente na qualidade da água —, explica o geólogo da Fundema, Rafael Bendo.
BELEZAS, ESFORÇO E DEVER CUMPRIDO
Quando surgiu a ideia de descer o rio Cubatão de caiaque pensei: vai ser demais! Mas organizar a equipe e as pessoas que nos levariam nesta aventura não foi uma tarefa fácil. A pauta começou a ser planejada em junho, mês em que foi executada a primeira parte. Em novembro, ocorreu a segunda etapa, finalizando o trajeto de quase 40 km.
Jamais imaginaria que conheceria o rio até o fim. Foram muitas descobertas e surpresas. Ver um rio que começa limpo e termina sujo, feio e poluído dói no coração e na consciência. Tudo é resultado da ação do homem, e eu ainda acredito que as coisas podem mudar.
No começo da aventura, foi só ansiedade. Eu e o fotógrafo Rogerio da Silva ríamos de tudo. Acho que era nervosismo. O pessoal que nos acompanhou nesta primeira etapa é bem descontraído. O ar puro, o céu azul, a água fresquinha...
Na segunda etapa, com o fotógrafo Pena Filho, o dia estava nublado e foi bem mais cansativo. Remamos por quase seis horas e, como no canal a água é parada, tínhamos que nos esforçar mais, senão a gente não saía do lugar. Eu estava no caiaque com o empresário Alexandre Matteí e, ao passar pela barragem, ele furou. Tivemos de parar duas vezes para encher, sem contar que entrou água e ficou mais pesado.
No fim, quase ninguém falava mais. Só observava e analisava aquela água densa, marrom e com cheiro nada agradável. Finalmente chegamos na baía da Babitonga. Nessa hora, a gente nem conseguia mais remar.
Mesmo com os braços doloridos por causa dos movimentos repetitivos para remar, pude perceber a importância do rio Cubatão para Joinville.
PROJETOS
Educação ambiental
Ações pontuais na comunidade.
Saneamento rural
A Fundema doa materiais para o proprietário rural implantar sistema de fossa e filtro. Cerca de 1,2 mil unidades já foram construídas.
Fiscalização
No pórtico do Quiriri, tem um posto de fiscalização onde é feito o controle de caminhões com material de construção para coibir construções irregulares e proibir o roubo de palmito e a caça.
Reflorestamento
A Fundação 25 de Julho doa mudas nativas e presta assistência técnica para a recuperação de áreas de preservação.
Confira vídeo com parte da aventura AN.COM.BR
Geral | 04/12/2010 | 15h00min
A Notícia percorre cerca de 40 dos 88 quilômetros do rio Cubatão
O rio abastece 70% da água que Joinville consome
Na descida, é possível contemplar a beleza da mata atlântica e, ao mesmo tempo, perceber que o desmatamento também sobe a serra e que a ação do homem está diretamente ligada à poluição da água.
Além da equipe de "AN", embarcaram na viagem o geógrafo da Fundação Municipal do Meio Ambiente (Fundema) Rafael Bendo e o trio responsável pelo equipamento e pelo apoio durante o trajeto - o empresário Alexandre Matteí, o corretor Moacir Conradi e o funcionário público Sidnei Roberto Bruske.
A AJUDA QUE VEM DOS MORADORES
Todos os dias, o marceneiro Milson Dias, 53 anos, vai até o rio Seco, nos fundos de casa, para ver como está a encosta de um dos afluentes do Cubatão. Dedicado e preocupado com o meio ambiente, Milson mima e cuida com carinho as árvores frutíferas que plantou para preservar a área.
Desde 2005, ele conta com uma ajuda da Fundema para reflorestar a encosta. Segundo o marceneiro, há cinco anos choveu pouco na região de Pirabeiraba e a água do rio Seco diminuiu bastante.
— As pedras apareceram e várias pessoas mandaram caminhões para carregá-las e tirá-las do leito do rio. É um absurdo —, diz.
Depois de presenciar uma destas cenas, Milson decidiu procurar a Fundação 25 de Julho. A unidade tem parceria com a Fundema no programa SOS Nascentes, que reúne quatro projetos que têm como proposta assegurar a qualidade ambiental em áreas rurais para preservar rios e garantir o abastecimento.
O marceneiro abraçou a causa. Inscrito no Programa de Compensação Financeira Ambiental de Recuperação da Mata Ciliar do SOS Nascentes, recebe cerca de R$ 250 por mês da Fundema e mudas da fundação para plantar e cuidar em uma área de aproximadamente 11 mil m2. A encosta, antes só de pedras, agora tem terra firme e plantas frutíferas.
— Tem ameixa, pêra, cerejeira, amora, goiaba. Está a coisa mais linda. Depois que cria o hábito, não dá para parar de plantar —, garante Milson.
Quase 90 famílias já recuperaram algum trecho da encosta e 18 delas já receberam ajuda financeira para desenvolver o programa.
— A população tem de entender que a preservação ambiental influencia diretamente na qualidade da água —, explica o geólogo da Fundema, Rafael Bendo.
BELEZAS, ESFORÇO E DEVER CUMPRIDO
Quando surgiu a ideia de descer o rio Cubatão de caiaque pensei: vai ser demais! Mas organizar a equipe e as pessoas que nos levariam nesta aventura não foi uma tarefa fácil. A pauta começou a ser planejada em junho, mês em que foi executada a primeira parte. Em novembro, ocorreu a segunda etapa, finalizando o trajeto de quase 40 km.
Jamais imaginaria que conheceria o rio até o fim. Foram muitas descobertas e surpresas. Ver um rio que começa limpo e termina sujo, feio e poluído dói no coração e na consciência. Tudo é resultado da ação do homem, e eu ainda acredito que as coisas podem mudar.
No começo da aventura, foi só ansiedade. Eu e o fotógrafo Rogerio da Silva ríamos de tudo. Acho que era nervosismo. O pessoal que nos acompanhou nesta primeira etapa é bem descontraído. O ar puro, o céu azul, a água fresquinha...
Na segunda etapa, com o fotógrafo Pena Filho, o dia estava nublado e foi bem mais cansativo. Remamos por quase seis horas e, como no canal a água é parada, tínhamos que nos esforçar mais, senão a gente não saía do lugar. Eu estava no caiaque com o empresário Alexandre Matteí e, ao passar pela barragem, ele furou. Tivemos de parar duas vezes para encher, sem contar que entrou água e ficou mais pesado.
No fim, quase ninguém falava mais. Só observava e analisava aquela água densa, marrom e com cheiro nada agradável. Finalmente chegamos na baía da Babitonga. Nessa hora, a gente nem conseguia mais remar.
Mesmo com os braços doloridos por causa dos movimentos repetitivos para remar, pude perceber a importância do rio Cubatão para Joinville.
PROJETOS
Educação ambiental
Ações pontuais na comunidade.
Saneamento rural
A Fundema doa materiais para o proprietário rural implantar sistema de fossa e filtro. Cerca de 1,2 mil unidades já foram construídas.
Fiscalização
No pórtico do Quiriri, tem um posto de fiscalização onde é feito o controle de caminhões com material de construção para coibir construções irregulares e proibir o roubo de palmito e a caça.
Reflorestamento
A Fundação 25 de Julho doa mudas nativas e presta assistência técnica para a recuperação de áreas de preservação.
Confira vídeo com parte da aventura
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quinta-feira, 2 de dezembro de 2010
Ministério Público deveria atentar para derrame de esgoto doméstico em rios.
Rio dos Sinos
MP estuda responsabilizar prefeituras por morte de peixes no RS
02 de dezembro de 2010
quarta-feira, 24 de novembro de 2010
Aterros sanitários responsáveis pela geração de 60% das emissões de metano - O que tu fazes com teu lixo orgânico?
Gases-estufa estão em níveis recordes, diz agência da ONU
Reuters/Brasil Online- GENEBRA (Reuters) - A concentração dos principais gases causadores do efeito estufa na atmosfera alcançou o nível mais altos desde os tempos pré-industriais, anunciou nesta quarta-feira a Organização Meteorológica Mundial (OMM).
As concentrações dos gases-estufa continuaram a aumentar em 2009 - o último ano para o qual há observações registradas - a despeito da recessão econômica, disse a agência meteorológica da ONU em seu mais recente Boletim Gás-Estufa.
O aumento nesses gases eleva a radiação na atmosfera, aquecendo a superfície da Terra e provocando mudanças climáticas.
"Os principais gases-estufa de vida longa, entre eles o dióxido de carbono, o metano e o óxido nitroso, atingiram seus níveis registrados mais altos desde o início da era industrial, e isso apesar de uma recessão econômica recente", disse a jornalistas o vice-secretário-geral da OMM, Jeremiah Lengoasa.
As conclusões serão estudadas em uma conferência da ONU em Cancun, no México, que será promovida entre 29 de novembro e 10 de dezembro para discutir as mudanças climáticas.
A forçante radiativa, ou seja, a razão entre a radiação que chega da atmosfera e a radiação que sai para ela, aumentou em 1 por cento em 2009 e em 27,5 por cento entre 1990 e 2009, disse a OMM.
Os índices de aumento do dióxido de carbono e do óxido nitroso foram mais baixos que em 2008, mas o fato exerceu impacto mínimo sobre as concentrações de longa duração.
Se as emissões de gases-estufa parassem por completo, ainda assim o dióxido de carbono já presente na atmosfera levaria cerca de 100 anos para sair dela.
O dióxido de carbono é isoladamente o mais importante gás-estufa causado pela atividade humana, contribuindo para 63,5 da forçante radiativa total. Sua concentração aumentou 38 por cento desde 1750, principalmente devido às emissões provocadas pela queima de combustíveis fósseis, o desmatamento e mudanças no uso da terra, disse a OMM.
As emissões naturais de metano - devidas, por exemplo, ao derretimento da calota de gelo ártica e ao aumento da precipitação pluviométrica em regiões úmidas, elas próprias causadas pelo aquecimento global - estão ganhando importância, disse a organização.
Esse fato pode gerar um "círculo de feedback" no qual o aquecimento global libera na atmosfera grandes quantidades de metano que, então, contribuem para um aquecimento global ainda maior.
Essas emissões naturais podem ser a razão pela qual a concentração de metano vem aumentando na atmosfera ao longo dos últimos três anos, após quase uma década sem subir, disse a OMM.
Atividades humanas como a criação de gado, o plantio de arroz, a exploração de combustíveis fósseis e aterros sanitários são responsáveis por 60 por cento das emissões de metano, e fontes naturais respondem pelo restante.
(Reportagem de Jonathan Lynn)
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