quinta-feira, 10 de julho de 2008

Turismo em Parques Nacionais

O que acham deste caminho, sugerido pelo Minc?

Minc propõe estimular ecoturismo em parques nacionais

LEONARDO GOY - Agencia Estado

BRASÍLIA - O ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, informou que pretende estimular o ecoturismo em parques nacionais de preservação ambiental. Ele disse que essa é uma forma de ajudar na conservação dos parque e de produzir recursos para a manutenção das reservas. "A melhor defesa (do meio ambiente) é o bom uso. Nossos parques hoje são mal defendidos, mal protegidos e dão prejuízo", afirmou. Em outros países, como no Canadá, o dinheiro da entrada paga pelos visitantes ajuda a autoridade ambiental a proteger o parque. Minc ressaltou que a própria presença dos visitantes pode ajudar na fiscalização.



O ministro tratou do assunto hoje com o ministro do Turismo, Luiz Barretto. Os dois já escolheram seis parques que terão especial atenção no estímulo ao ecoturismo: Aparados da Serra (RS), Chapada dos Veadeiros (GO), Serra dos Órgãos (RJ), Lençóis Maranhenses (MA), Serra da Capivara (PI) e Parque do Jaú (AM).


(de http://www.estadao.com.br/geral/not_ger203737,0.htm)

Precisamos de mais gente agindo assim!

E mais gente criando suas RPPN também!

Parabéns, colega Henry Henkels!

Área é devastada para dar lugar a plantação de eucaliptos em SC

Polícia Ambiental flagrou homens derrubando árvores em São Bento do Sul

Uma denúncia anônima levou a Polícia Ambiental, na manhã desta terça-feira, até uma área onde era feito o corte da vegetação nativa para dar lugar a plantação de eucaliptos. No local, no bairro Serra Alta, em São Bento do Sul, no Planalto Norte de Santa Catarina, homens derrubavam árvores quando a polícia chegou.

Parte da vegetação da área, de cerca de 17 mil metros quadrados, estava em chamas. O fogo era utilizado na limpeza do terreno.

Segundo o ambientalista Henry Henkels, espécies como canela vermelha, araucária e cedros de grande porte estavam sendo derrubadas. Tudo era levado até uma serraria próxima.

O funcionário que trabalhava no local foi detido pela polícia. Ele prestou depoimento e foi liberado em seguida. O proprietário do terreno, que também é dono da serraria, não apresentou documentos, nem a autorização para a extração da madeira.

Ele foi intimado a se apresentar no quartel da Polícia Ambiental até quinta-feira com a documentação. Caso contrário, será autuado por crime ambiental e a serraria será fechada.

De acordo com Henkels, qualquer morador de São Bento do Sul pode denunciar um crime ambiental. Para isso, não é preciso se identificar, basta ligar para o SOS Meio Ambiente por meio do telefone (47) 3633-7433. O serviço é mantido pela secretaria de Meio Ambiente do município.


(de http://www.clicrbs.com.br/especiais/jsp/default.jsp?template=2095.dwt&newsID=a2032348.htm&tab=00052&order=datepublished&espid=21&section=Not%EDcias&subTab=04400&colunista=&uf=2&local=18)

Florianópolis - um grande lixão...

Quando vim morar em Florianópolis, me encantei! Era a cidade que foi a minha (Santos - SP) há 50 anos. Isto foi no fim da década de 1970... As pessoas se cumprimentavam na rua.

Fui morar na Lagoa da Conceição. Meu endereço era "Praça da Igreja da Lagoa da Conceição sem número". Eu morava na casa do Luiz Vicente Vieira, que tinha pertencido ao "seo" João Sobrinho e em cuja sala se realizavam os bailes de antigamente...

"Seo" Inacinho era o dono do engenho de farinha. Dona Ruth Andrino me ajudou, me contratando para fazer reparos na instalação elétrica de sua casa...

Pouco tempo depois comprei um terreno e fui morar na Costa da Lagoa. Me encantei com a Costa! E me propus a fazer alguma coisa para preservar a região.

Hoje vejo no que se transformou Floripa, e sinto desilusão... O Parque Florestal do rio Vermelho, que era "propriedade comum" do povo da Costa, virou lixão!

Vejam só:

Lixão em Reserva Florestal de Florianópolis

aldo mira soares de oliveira | aldo.mira@uol.com.br

Há mais ou menos um ano, recebi visitas de amigos em minha casa, aqui em Florianópolis, e, como sempre fazemos, fomos levá-los para conhecer a Ilha.

Resolvi levá-los para a Praia de Moçambique, e no caminho fui dizendo, com orgulho, que se tratava de uma praia quase selvagem, muito preservada, sem lixo etc...

Seguíamos naquela estrada que vai do Rio Vermelho à Barra da Lagoa e, em certa altura, logo após a entrada da estrada que leva ao terminal lacustre, entramos à esquerda em uma estradinha que existe ali, e que segue em direção ao mar.

Quando entramos nessa estrada, imediatamente, começamos a avistar montes e mais montes de lixos à beira da estrada, tudo muito nojento com mosquitos e muito mal cheiro. Havia desde cachorro morto até pedaços de televisores, móveis etc.

Foi um impacto fulminante.

Imediatamente, todos olharam para mim com aquela cara: "É isso que você chama de preservação, praia quase selvagem, local limpo? Que vergonha, que vergonha!

Não sabia onde esconder o rosto. Foi terrível, muito decepcionante, fiquei arrasado e sem graça. Voltamos imediatamente para a estrada principal e fomos para outros locais. Mas a primeira impressão é a que fica, e ficou mesmo.

Daquele momento em diante nenhum local pode mais ser visto com beleza, sempre imaginávamos o que estaria por trás dos matos, das pedras etc. Chegando em casa, liguei imediatamente para a empresa de coleta de lixo relatando o ocorrido, pedi que fossem ao local e, se possível, retirassem aquele lixo. Nunca mais levei amigos para aqueles lados e nunca mais passei por lá.

Domingo passado, entretanto, resolvi fazer um passeio de bicicleta com meu filho e, passando pelo local, resolvi entrar na referida estrada para ver como estava. Para minha surpresa, a situação está ainda pior, mais nojenta, mais imunda, mais lamentável, mais revoltante. Não ligarei mais para a empresa que retira lixos, como fiz da outra vez, perdi a vontade de participar, de denunciar para os órgãos públicos diretamente. Eles não ligam para a gente.

Resolvi denunciar via jornal porque acho que assim algo poderá mudar. Sempre denunciei os problemas que vejo na nossa cidade, mas estou perdendo as esperanças, perdendo a vontade de contribuir, de ser participativo, como sempre pedem que sejamos.

(de http://www.clicrbs.com.br/diariocatarinense/jsp/home.jsp?uf=2&local=18&section=Leitor-Rep%F3rter&secao=detalhe&localizador=Diario+Catarinense/Diario+Catarinense/Leitor-Reporter/2287)

quarta-feira, 9 de julho de 2008

Queres morangos com veneno? Com herbicidas?

,,,Com Roundup? Com inseticidas? Com larvicidas?

Aí está a alternativa ao morangos, os quais se constatou serem, junto com alface, os mais contaminados com agro-tóxicos...

Festa do morango orgânico

O Estado de S.Paulo

- Aproveitando a temporada e a safra de mais de 30 toneladas de morango, a Associação dos Moradores e Produtores Organo-Agrícolas da Microbacia do Ribeirão do Meio de Socorro realiza, de sexta-feira até o dia 20, a 6ª edição da Festa do Morango e Produtos Orgânicos do município. A expectativa dos organizadores é receber cerca de 30 mil pessoas. Além de exposição e venda de produtos orgânicos, o destaque são os estandes de entidades do setor que estarão difundindo temas como alimentação saudável e preservação do meio ambiente.

Anteriormente, a festa era conhecida como Festa do Morango. Mas, com o crescimento do cultivo orgânico na cidade, o evento ampliou o foco e incorporou novas culturas à festa. Os visitantes podem conferir, além da fruta, a batata doce, o milho e o tomate. Outro destaque da festa é a cachaça orgânica. ''Nosso objetivo é despertar nas pessoas a conscientização sobre a importância da alimentação saudável e dos produtos orgânicos para o meio ambiente e para o homem'', comentam os organizadores.

Mais informações no site: www.estanciadesocorro.com.br/festadomorango/.


(de http://www.estadao.com.br/suplementos/not_sup202905,0.htm)

sexta-feira, 4 de julho de 2008

Eis uma solução linda para evitar garrafas descartadas em nosso meio-ambiente.

O que acham? Eu acho lindo! E funcional!

Britânicos criam garrafa biodegradável que vira planta

Uma cadeia de supermercados se declararou disposta a 'explorar o potencial comercial' do objeto

Efe

Abertura da exposição 'wonderland' na Inglaterra

Divulgação

Abertura da exposição 'wonderland' na Inglaterra

LONDRES - Uma designer e um cientista britânico inventaram uma garrafa de plástico biodegradável que, uma vez utilizada, pode transformar-se em uma planta de uso culinário, ou em uma flor.

Uma das mais importantes cadeias de supermercados britânica pretende comercializar o produto.

São garrafas que podem conter detergente ou outros tipos de produtos de limpeza líquidos, e que têm uma tampa com sementes.

A transformação se produz quando, uma vez utilizada, se enche a garrafa de água quente e suas paredes, feitas de um plástico solúvel, se derretem e se transformam em um gel.

É esse gel onde, posteriormente, se plantarão as sementes, das quais nascerão hortelã ou manjericão, alface ou até mesmo um planta com flor.

Os dirigentes da cadeia de supermercados Sainsbury's se declararam dispostos a "explorar o potencial comercial" do objeto.

As garrafas podem ser vistas em Sheffield, norte da Inglaterra, em uma exposição chamada "O país das maravilhas: o começo de algo extraordinário."

A mostra fala sobre materiais recicláveis em que a designer - Helen Storey, professora da Faculdade de moda de Londres - e o cientista - Tony Ryan, chefe da Faculdade de Ciências e Matemática de Sheffield - trabalharam com o objetivo de provocar um debate sobre sustentabilidade.

"O objetivo é que pensemos sobre a reciclagem e a sustentabilidade de uma maneira diferente", insiste o cientista antes de lembrar que a população já "está aborrecida com as mensagens verdes tradicionais."

A outra grande atração da exposição são vestidos que desaparecem ao entrar em contato com a água. Feitos a partir de tecidos solúveis, esses vestidos se desintegram lentamente, como se derretessem.

Tony Ryan diz que, nesse caso, se usam os vestidos como uma "metáfora para falar dos resíduos do consumidor", e também para lançar a crítica à própria indústria da moda, em que as "coisas estão durante uma temporada e logo são descartadas."


(de http://www.estadao.com.br/vidae/not_vid200685,0.htm)

quinta-feira, 3 de julho de 2008

Preparem-se para a invasão!

Com isso, vai-se acelerar o processo!

Governo estuda taxar fertilizante importado

da Folha Online

Hoje na Folha O governo estuda aplicar uma alíquota de 5% sobre os fertilizantes importados para proteger o desenvolvimento das jazidas em território brasileiro, informa reportagem de Iuri Dantas na Folha (íntegra do texto restrita para assinantes do jornal e do UOL) desta terça-feira. A medida deve ser uma reação à alta internacional no preço de adubos e fertilizantes e à tentativa do governo federal de reduzir a dependência externa desses insumos, elevando a produção nacional em minas ainda não utilizadas, inclusive no bioma amazônico.

A estratégia do governo prevê ainda um terceiro eixo de atuação, que ficará a cargo inicialmente da Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária). A instituição vai pesquisar matrizes alternativas de fertilizantes, que vão de moagem de rochas a areia de habitats de tubarões.

O governo também negocia nos bastidores com as principais produtoras de fertilizantes no Brasil, mercado oligopolizado segundo estudos do Ministério da Agricultura. A Bunge e a Vale concordaram em elevar os níveis de produção. A Cargill e a Yara silenciaram sobre os pedidos estatais.

Uma das dificuldades nas negociações com o setor privado é a avaliação governamental de que as empresas não produzem tanto fertilizante como poderiam no país. Para resolver isso, o DNPM (Departamento Nacional de Produção Mineral) estuda cassar licenças de exploração em vigor.


(de http://www1.folha.uol.com.br/folha/dinheiro/ult91u417991.shtml)

Reservas privadas! Adote esta idéia!

Tanto no grande terreno urbano quanto na área rural, a idéia é para ser considerada.

Criação de reserva privada colabora com biodiversidade

Ação que uniu pesquisadores e fazendeiros evitou extinção de primata

Giovana Girardi

Juréia ainda abriga vários trechos de mata atlântica

Thiago Queiroz/AE

Juréia ainda abriga vários trechos de mata atlântica

SÃO PAULO - A manutenção das áreas remanescentes da mata atlântica depende, em sua maioria, da boa vontade de proprietários rurais. Ao transformarem seus terrenos em Reservas Particulares do Patrimônio Nacional (RPPNs), eles estão conseguindo proteger a biodiversidade do bioma. Que o diga o macaco símbolo da mata atlântica, o mico-leão-dourado.

link Biomanta ajuda a resgatar áreas degradadas

link Matas podem arder em fornos de siderúrgicas

link Projetos evitam o desperdício de água

link Bioma em pé rende US$ 20 bi

link 59% da vegetação sofreu transformação

link Referência mundial

link Semi-árido tem saída até contra a fome

link Unir sustentabilidade e preservação é desafio

link Área protegida beneficia a pesca

link Incentivo para conservar

link Florestas de eucalipto substituem campos

link Muito além da Amazônia

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especial Os biomas brasileiros

som "Cumprimento das legislação pelos proprietáros rurais não é o suficiente para preservação"
som "É mais fácil lutar por um ecossistema com a ajuda da sociedade"

Na década de 70, a espécie se encontrava criticamente ameaçada de extinção, com somente 250 indivíduos vivendo na natureza, na região do município de Silva Jardim (RJ). Hoje são mais de 1,6 mil, como resultado de um trabalho que uniu pesquisadores e fazendeiros dispostos a salvar a espécie. Em meados da década de 80, um projeto de cientistas brasileiros, americanos e europeus começou a reproduzir o animal em zoológicos para depois soltá-lo na recém-criada Reserva Biológica Poço das Antas, em Silva Jardim, e em áreas particulares nos seus arredores.

"No começo, muitos fazendeiros tinham medo de que, se a espécie fosse detectada em suas terras, elas poderiam ser desapropriadas. Até o momento em que um líder da comunidade aceitou o desafio e conduziu os demais. Hoje trabalhamos com 33 propriedades parceiras", conta a diretora da Associação Mico-Leão-Dourado, Denise Rambaldi. Com o passar do tempo, eles não apenas abriram suas fazendas para a entrada dos micos como passaram a plantar corredores ecológicos para aumentar a área disponível para os animais.

A última reintrodução de micos foi feita em 2000, mas agora já não resta muito mais espaço para aumentar as populações. "Nosso desafio agora é ampliar o hábitat disponível. Muitos remanescentes são menores do que o mínimo necessário para uma família viver, que é de 50 a 60 hectares de floresta bem conservada. Para isso precisamos mudar o uso da terra, plantar corredores em meio à pastagem, por exemplo", explica. A espécie só é considerada viável se houver pelo menos 2 mil indivíduos vivendo em 25 mil hectares.

"As técnicas de reprodução e reintrodução dos animais já estão bem dominadas, mas nosso problema agora é alcançar essa área", diz Denise. Segundo ela, juntando a área de Poço das Antas mais algumas reservas da união presentes na região e as RPPNs são cerca de 13 mil ha. Mas essas áreas estão desconectadas. Denise acredita que os corredores podem ampliar esse espaço.



(de http://www.estadao.com.br/vidae/not_vid199465,0.htm)